07/10/2017

Após fim da greve, ECT começa a perseguir trabalhadores.

 Foto web

 

Mal terminou a greve, os Correios em Alagoas, por meio de sua Gerência de Operações, começou a perseguir os trabalhadores que aderiram à paralisação iniciada em 20 de setembro e encerrada na última quinta-feira (05).


Lamentavelmente a Gerência de Operações da ECT, de forma inadequada e sem qualquer razoabilidade, resolveu impedir os companheiros que lutaram por seus direitos na última greve de voltar ao trabalho neste sábado (07).

 

A medida é repressiva e atenta contra o direito constitucional do trabalhador de fazer greve e dela sair quando for de seu interesse.


A Geop esquece que o direito ao trabalho na ECT é soberano e nenhuma gerência incompetente, pode transgredi-lo impedindo os companheiros de trabalhar. Além disso, a Geop desacata uma orientação da administração central de Brasília para que os trabalhadores sejam recepcionados, mediante pagamento de horas-extras, nos dias 06, 07 e 08 deste mês a fim de escoar, urgentemente, uma carga acumulada de 45 milhões de objetos postais (leia memorando completo, em anexo, no final desta matéria).


A parte final deste memorando assinado pelo Superintendente Executivo da VIOP, Gustavo Assis Cunha de Azevedo, e que a Geop teima em descumprir num claro ataque ao bom senso e em prejuízo à população, diz o seguinte:

 

“Autorizamos a realização de Horas Extras no dia 06/10/2017 e de Horas Extras, Trabalho Final de Semana e Repouso Trabalhado nos dias 07/10/2017 e 08/10/2017, inclusive para os empregados que estão retornando... (Grifos nossos).

 

Portanto, fica bem claro que a pirraça da Gerência de Operações serve apenas para comprovar a intransigência e a incapacidade administrativa que levará a um estado de beligerância nos Correios de Alagoas justamente num momento em que o respeito e a estima devem prevalecer para que as atividades voltem a normalidade.


Perseguir trabalhador e agredir seu direito de voltar as atividades normais é uma aberração sem precedentes, jamais vista nos tempos mais sombrios da empresa. O inadequado posicionamento da Gerência de Operações está sendo mal visto pelos ecetistas, se apróxima do assédio moral e atrapalha qualquer projeto administrativo da atual Superintenência Regional para recuperar a credibilidade da empresa no Estado.


Na hora oportuna a categoria e seus familiares saberão lembrar deste momento inquisidor no qual o trabalhador está sendo proibido de exercer seu sagrado direito de voltar ao trabalho devido a vaidade de quem deveria abrir-lhe as portas e recebê-lo de braços abertos.


Não bastasse a covardia diária da empresa, agora vem mais essa de uma gerência atabalhoada que começa a permitir perseguição e malfeitos contra a categoria.

 

O Sintect-AL não aceitará perseguição contra quem quer que seja. Nem que para isso, dentro da legalidade, tenha que ir até as últimas consequências!

 

Fica registrado nosso protesto contra essa medida arbitrária de quem deveria assegurar a legalidade e os direitos trabalhistas nos Correios de Alagoas.

 

 

 

ARQUIVOS ANEXOS:
Fonte:

Comentários

  • 08/10/2017 12:01:36 João e Maria

    Mais uma vez uso esse espaço para lamentar e me pronunciar sobre esses gestores, gerentes, chefes, coordenadores; que a maioria não tem competência para as funções. Indicados por políticos corruptos. Como são péssimos administradores, vão dar prejuízo à empresa com indenizações.

  • 09/10/2017 08:06:18 Givaldo

    Simplesmente, essa Gestão mostra que é despreparada, desqualificada e incompetente.

  • 09/10/2017 08:23:43 Glaudistone

    É como eu defendo desde que entrei na empresa: o sindicato passará a ter maior eficácia quando identificar o mal-feitor e mover ações judiciais direcionadas, devendo incluir a ECT apenas como SOLIDÁRIA. Dessa forma, sendo a ECT condenada irá retroagir contra o seu mal-feitor, e o mal-feitor terá que pagar de seu bolso a indenização devida.

  • 10/10/2017 11:40:12 João e Maria

    Existe na empresa o "mutirão da ignorância". A administração diz assim: "Vc vai lá e trabalha na greve, que eu tiro seus benefícios" e "muito obrigado pelo apoio". Vão ser abestalhados e burros no "raio que o parta".

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