01/10/2019

Após suspensão da greve, ECT persegue trabalhadores

 Cartão de Ponto com anotações indevidas de faltas. Denunciante pediu o anonimato temendo novas retaliações

 

 

Desde que a greve foi suspensa, no dia 17 de setembro deste ano, começaram a chegar no Sintect-AL várias reclamações de perseguição aos ecetistas que participaram do movimento de resistência pela manutenção dos direitos da categoria e contra a privatização da ECT.


Diversos companheiros começaram a ser surpreendidos com o registro de falta no cartão de ponto sem que houvesse uma justificativa relacionada ao movimento grevista, conforme preconiza a lei para que a falta não seja intendida como falta injustificada.

 

Infelizmente, numa demonstração retaliativa contra os heróis que se expuseram para defender os interesses da categoria e da sociedade alagoana, a ECT Alagoas vem se mostrando intransigente e insistindo em manter o registro de falta sem o devido esclarecimento apesar das orientações emitidas pela administração nacional de como os gestores deveriam se comportar sobre o tema.


A medida, completamente arbitrária, é um desrespeito a Lei de Greve a partir do momento em que um gestor, infelizmente despreparado, se volta contra todos aqueles que estavam defendendo inclusive os direitos e o emprego dele.

 

A retaliação usada de expediente equivocado para lançar falta nos cartões de ponto de diversos companheiros é ilegal e afronta o Tribunal Superior do Trabalho, pois este determinou que qualquer medida administrativa decorrente do movimento paredista somente será adotada após o julgamento do dissídio coletivo e nos casos determinados pelo egrégio Tribunal.


O Sintect-AL repudia essa prática antissindical contra quem fez greve e exige da Superintendência Estadual dos Correios em Alagoas, providências para corrigir este abuso contra a liberdade de manifestação, além de pedir que o superintendente estadual oriente melhor seus gestores para a devida atenção a Constituição e a legislação trabalhista no sentido de evitar que fatos dessa natureza azedem as relações do trabalho entre o Sintect-AL e empresa.


Os companheiros que se sentirem perseguidos por motivo de greve devem procurar o Sindicato para que possamos denunciar essas práticas abomináveis e representar contra a Superintendência Estadual dos Correios na Justiça do Trabalho.

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