19/06/2020

Caos continua se espalhando pelas agências do interior

Mais uma vez Rio Largo é vítima da Superintendência Estadual

 

 

 

A agência e a Unidade de Distribuição dos Correios em Rio Largo já são “velhas” conhecidas da categoria quando o assunto é descaso e abandono por parte da Superintendência da ECT em Alagoas. Ao longo do tempo o Sintect-AL vem denunciando a péssima administração postal na região mas, pelo que parece, nada de melhor vem acontecendo graças a omissão da administração central dos Correios em Brasília que foge da obrigação de cobrar responsabilidade ao gestor maior da empresa no estado.


Problemas simples vêm ganhando dimensões gigantescas nos dois setores graças a letargia da Superintendência Estadual que, historicamente, se mostra indiferente ao caos administrativo que sobrecarrega os companheiros e atrapalha a vida da sociedade. As pessoas precisam dos Correios para receber suas cartas e encomendas, além de esperar o apoio logístico para desenvolver seus negócios na cidade. A inconcebível deficiência do serviço postal vem prejudicando o comércio e a economia do município. Mais ainda em tempos de pandemia, quando se precisa de um maior empreendedorismo para superar as dificuldades.


Com vários carteiros afastados por razões de saúde, a Unidade de Distribuição ficou sem supervisor por três semanas. Com equipamentos quebrados e tantos outros problemas já denunciados, a agência de Rio Largo vive preocupações parecidas. A situação é dramática e o povo, há muito tempo sem paciência, tem se revoltado em frente a agência com veladas ameaças à integridade física do imóvel e dos trabalhadores. Com dificuldades diárias para chegar até a agência e passando da hora de trabalho praticamente todos os dias, a gerente da ECT na cidade também vive em meio as ameaças daqueles que custam entender que a culpa não é do trabalhador. Sozinha está correndo sérios riscos porque jamais conseguirá atender uma população estimada em mais de 75 mil habitantes.


Em meio a esta condição perigosa de insegurança, um verdadeiro caso de polícia, a Superintendência Estadual precisa acordar, abrir os olhos para ver o que está fazendo com a sociedade de Rio Largo. Precisa definitivamente cumprir com a obrigação de oferecer as devidas condições de trabalho e segurança porque além do povo, os trabalhadores também não aguentam mais. Todos estão esgotados, cada funcionário vem fazendo mais do que pode para diminuir o caos administrativo que leva ao medo, a falta de esperança e, principalmente, a perda de credibilidade em uma Superintendência que rejeita, que esquece, que faz de tudo para não resolver os problemas dos Correios no município.


Em Rio Largo a “bomba está prestes a explodir”, mas não é o trabalhador sozinho quem vai desarmá-la.

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