27/10/2020

Dois pesos, duas medidas

 

 

Dois pesos, duas medidas. Este é o tratamento dado pelo gerente da Região de Atendimento dos Correios em Alagoas às companheiras lactantes que estão sendo obrigadas a saírem do trabalho remoto e, em plena pandemia, suspenderem a amamentação de seus filhos para voltar as atividades presenciais nas unidades de trabalho.

 

A lamentável medida é mais grave quando o superintendente mantém a esposa do Reate em trabalho remoto sob a justificativa de que ela é lactante e precisa permanecer em casa para amamentar seu filho.
É justo a esposa do Reate permanecer em trabalho remoto enquanto este determina que suas subordinadas lactantes retornem ao trabalho? Qual a razão deste “privilégio”?

 

O Sintect-AL defende a ideia de que todas as lactantes, sem exceção, continuem em trabalho remoto e ofereçam uma melhor assistência para seus filhos pequenos pois, em tempo de pandemia, crianças precisam dos cuidados de suas mães. Entretanto, abomina o tratamento desigual e vergonhoso existente nos Correios de Alagoas, onde diversas trabalhadoras são obrigadas a voltar ao trabalho presencial enquanto se privilegia o Reate e sua esposa sob o argumento de que há uma criança para ser amamentada. Por acaso as outras crianças não precisam dos mesmos cuidados?

 

Com este tipo de atitude fica evidente que o superintendente e seu Reate estão trilhando o caminho da ilegalidade ao ferirem o princípio da isonomia e da impessoalidade da administração pública.

 

O Sintect-AL exige que o mesmo tratamento dado para a esposa do Reate seja estendido para todas as outras companheiras lactantes. Caso contrário, já estamos prontos para denunciar aos órgãos competentes mais este abuso da gestão do superintendente Edmilson Bezerra, gestor não muito interessado em respeitar os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência da administração pública.

 

Nos Correios de Alagoas ninguém é melhor que ninguém. Chega de favorecimentos e desmandos que criam uma casta de privilegiados enquanto os trabalhadores sofrem com perseguições de uma gestão incompetente que chega a prejudicar várias companheiras que não tem direito ao trabalho remoto para proteger seus filhos vulneráveis.

 

Portanto, eis algumas perguntas a serem respondidas pelo superintendente: é justo a esposa do Reate permanecer em trabalho remoto enquanto este determina que suas subordinadas lactantes retornem ao trabalho? Qual a razão deste privilégio e de tanta “vista grossa”?

 

     

 

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