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Neste 08 de Março ainda há muito o que conquistar

08/03/2011

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 Mulheres ainda são subestimadas e vítimas de machismo na sociedade e nas instituições

 

* Marlene Duarte

 

Desde 1857, ano em que mais de 100 mulheres foram mortas por reivindicar seus diretos numa fábrica de tecidos em Nova Iorque (ato de bravura que foi reconhecido anos mais tarde e marcou a data como o Dia Internacional da Mulher), o “ser mulher” passou por grandes transformações e conquistas. Exemplo disso foi ver em pleno ano de 2011, o Brasil parar à frente das televisões para presenciar o momento histórico em que o país aclamou uma mulher como presidente da república.

Ao ser criado o Dia Internacional da Mulher, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual. O esforço é para terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, elas ainda sofrem, em muitos locais com a violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional.

Em todo o mundo, as mulheres continuam a ganhar menos que os homens para executar o mesmo trabalho. Em muitos países, elas também têm acesso desigual à terra e aos direitos de herança. E, apesar de avanços notórios, as mulheres representam apenas 19% das legislaturas, 8% dos negociadores da paz e apenas 28 mulheres ocupam cargos de chefe de estado ou de governo.

No Brasil, somente no dia 24 de fevereiro de 1932 foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.

O foco do Dia Internacional da Mulher, este ano, sobre o acesso igualitário das mulheres à educação, ao treinamento, às ciências e à tecnologia, dá ênfase à necessidade de realizar esse potencial. O projeto para assegurar a igualdade dos gêneros e os direitos das mulheres é um projeto global, um desafio para cada país, rico ou pobre, do Norte ou do Sul. Foi em reconhecimento a igualdade entre homens e mulheres e a necessidade de garantir esse princípio universal que as Nações Unidas articularam quatro organizações existentes para criar a ONU Mulher. O objetivo dessa nova entidade é galvanizar todo o sistema das Nações Unidas, para que se possa cumprir a promessa da Carta da ONU de direitos iguais para homens e mulheres.

Nos Correios percebemos que diante de muita luta conquistamos alguns direitos tais como: o direito à licença maternidade de seis meses, logo após a lei ser sancionada pelo presidente Lula e incluí-lo como Cláusula no Acordo Coletivo 2008/2009. Conquista importantíssima para nós mulheres e mães; outro direito também conquistado pelas mulheres ecetistas foi o auxílio creche e/ou babá - o qual deveria ser estendido aos homens, pois nós mulheres não queremos tratamento desigual entre homens e mulheres.

Mas, em diversos quesitos, encontramos resistência por parte de alguns homens machistas. Entretanto, estamos conseguindo aos poucos mais espaço. Já visualizamos grandes gestoras em algumas áreas da empresa, a exemplo da companheira Sara Souza. No movimento sindical podemos contar com presidentas de sindicatos, a exemplo das companheiras Simone, presidenta do Sincotelba e Suzy, presidenta do Sintect-AC.

Avançaremos muito mais, para todas as companheiras um feliz Dia Internacional da Mulher.

 

 

* é Secretária da Mulher e Minorias/Sintect-AL

 

 


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