18/07/2011
Os 110.000 trabalhadores de Correios vêm, por meio desta, denunciar à população brasileira os prejuízos que a MEDIDA PROVISÓRIA 532 causará, caso venha a ser aprovada no Congresso Nacional. A citada Medida, que para confundir trata de duas questões distintas (Regulamentação do etanol e reestruturação dos Correios), tenta, de forma disfarçada, privatizar as atividades fim dos Correios (Atendimento, Tratamento e Distribuição), prejudicando a população e os trabalhadores ecetistas, os quais serão vítimas das demissões que sempre acompanham os processos de privatização.
O Sintect-AL reivindica medidas urgentes do governo federal para equacionar os problemas que hoje existem nos Correios, conseqüências do sucateamento pelo qual a empresa passa, em especial o da falta de efetivo, que hoje vem sendo suprida com terceirizações - o que tem refletido de forma negativa na qualidade dos serviços postais.
O governo Dilma não dialogou com os trabalhadores, e, com o discurso de modernização, coloca os serviços postais, que hoje são públicos, nas mãos da iniciativa privada. A luta dos trabalhadores dos Correios é para resgatar a qualidade da prestação dos serviços postais, objetivo que com a privatização ficará distante, pois como todos sabem, a iniciativa privada busca o lucro a qualquer custo em detrimento da qualidade.
A categoria e o movimeto sindical não é contra as iniciativas que venham no sentido de modernizar, fortalecer, de dar maior competitividade à ECT, mas não compactuamos com a privatização. Nesse sentido, pedimos o seu apoio a nossa luta, para que juntos consigamos recuperar os Correios e voltemos a nos orgulhar desta empresa que sempre foi exemplo de eficiência na prestação de serviço público.
Reitere-se que a luta é para resgatar a qualidade da prestação dos serviços postais, objetivo que com a privatização ficará distante, pois a iniciativa privada busca o lucro a qualquer custo em detrimento da qualidade.
Veja os principais eixos da MP 532:
Precarizar os serviços postais com terceirizações e aumento dos preços dos serviços à população;
Retirar do Congresso Nacional o poder de decisão sobre mudanças na ECT;
Demitir 110 mil trabalhadores;
Privatizar os Correios.
* (Texto adaptado do original)