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Correios e loterias se tornam alvo fácil

21/11/2011

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Locais de grande movimentação de pessoas e de quantias consideráveis de dinheiro, as agências dos Correios e as casas lotéricas de Alagoas se transformaram em alvo preferido dos bandidos. Os números confirmam: do início de março passado até o final da tarde da última sexta-feira, 18 casas lotéricas foram assaltadas em Alagoas. A situação dos Correios é ainda mais dramática. Somente este ano 34 agências foram atacadas e roubadas pelos bandidos, na capital e no interior. O número equivale ao dobro do total de ocorrências registradas no ano passado (17 assaltos) e coloca Alagoas no topo do ranking de estados com o maior número de assaltos a agências dos Correios.

Alagoas conseguiu esse título quando já registrava 25 assaltos, ainda em setembro, número suficiente para bater São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Distrito Federal. Os dados foram revelados durante seminário sobre segurança, pelo gerente corporativo do Departamento de Segurança dos Correios, Márcio Varallo Ribeiro.

De setembro pra cá foram mais 9 assaltos. A última “vítima” foi a agência dos Correios de Coqueiro Seco, invadida por cinco homens armados, na tarde da última quinta-feira. Um cliente chegou a ser agredido. Foi o quarto assalto à agencia somente este ano.

Para o Diretor Adjunto dos Correios, José Roberto Cardozo Mota, a situação é preocupante: "Além do prejuízo financeiro, os assaltos causam traumas psicológicos, consequente afastamentos dos nossos empregados e temor nos clientes que também são vítimas", disse ele. Segundo Mota, os Correios, por ser uma empresa pública da União, tem uma política de segurança aplicada a todas as agências do país, que leva em conta critérios para a alocação dos itens de segurança previstos.

"Todas as agências dos Correios em Alagoas contam com alarme, sistema de imagem e cofre com fechadura eletrônica. Também contam com vigilância armada as agências classificadas como de maior risco", disse ele.

O Secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios em Alagoas, Altannes Holanda, disse que muitos funcionários estão com problemas de saúde por causa da violência a que foram submetidos durante os assaltos. "Muitos funcionários foram afastados. Outros estão com síndrome de pânico", disse Altannes. Segundo ele, o problema já foi levado ao Ministério Público Estadual (MPE) e já foi discutido com a direção da empresa. "Mas até agora nenhuma providência foi tomada".

O delegado de Repressão Contra Crimes Patrimoniais da Polícia Federal, Gustavo Gatto disse que os assaltos estão sendo investigados e que 20 pessoas já foram presas. "É preciso investir em prevenção", afirmou ao descartar a existência de uma quadrilha especializada nesse tipo de assalto.

 

FONTE: Jornal Gazeta de Alagoas(20/11/2011)

 

Colaboração: James Magalhães/Secretário de Comunicação/Sintect-AL

 


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