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“Com dinheiro do BNDES, até o Sindicato administra aeroporto”

13/02/2012

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A privatização dos três dos principais aeroportos brasileiros - Guarulhos (SP), Campinas (SP) e Brasília (DF – que respondem por 30% do fluxo de passageiros e 57% da carga movimentada no país – com financiamento a perder de vista pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi rechaçada pelo presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Francisco Lemos.

 “Se fosse para o BNDES financiar tanto, eu acredito que o próprio Sindicato poderia administrar esses aeroportos. Em todas as privatizações e concessões no Brasil tiveram a participação de dinheiro do BNDES. É um modelo neoliberal de financiamento e lucratividade alta. E, em momento algum eu vejo as concessionárias apresentarem algum plano de melhoria para o usuário, que é o principal interessado”, denunciou Lemos.

Primeiro o governo exigiu a participação de "investidores" estrangeiros, obrigando a participação de empresas multinacionais nos consórcios que se candidatassem ao leilão, depois foi garantidos até 80% de recursos públicos para privatização/desnacionalização.

 Nas palavras do presidente do SINA, desta forma foi entregue o "filé", deixando o osso para o Estado. De janeiro a setembro de 2011, os três aeroportos registraram 40 milhões de embarques e desembarques de passageiros. Lemos destaca que o modelo de concessão representa um claro retrocesso. “O modelo ideal seria, primeiro, um marco regulatório para o setor aéreo. Segundo, uma política de modernização administrativa da Infraero. Terceiro, criar legislação específica, como a Petrobras tem, para facilitar o processo de licitação para as obras de investimento”, ressaltou.

FONTE: www.cut.org.br                             

Colaboração: James Magalhães/Secretário de Formação/Sintect-AL

 


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