25/02/2012
As mulheres representam hoje a maioria do eleitorado brasileiro, mas a participação delas na política ainda é tímida. Leia o que pensam as líderes femininas locais sobre o assunto:
Há oito décadas, com o decreto número 21.076 – de 24 de fevereiro de 1932 –, a jovem democracia brasileira teve um dos seus maiores avanços. Finalmente, após anos de luta, as mulheres conquistaram o direito de se manifestar nas urnas para escolher seus representantes. Mesmo que tardio, o voto significou um avanço. Atualmente, de acordo com dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as mulheres representam 51,96% do eleitorado brasileiro, contra 47,94% dos homens.
Pode ter demorado, mas o decreto surtiu ainda mais efeito há dois anos, quando o Brasil foi às urnas eleger Dilma Rousseff (PT) a primeira mulher presidente da República. E em 2008, foi a vez de Jaraguá do Sul escolher Cecília Konell (PSD) como a primeira prefeita na história do município. Antes, nos Estados, municípios, Câmaras de Vereadores e no Congresso Nacional, várias mulheres passaram a ocupar cargos públicos, tomando parte de um espaço caracterizado pela figura masculina.
Na Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul, a única mulher é Natália Petry (PMDB), que já presidiu o Legislativo. Na Alesc (Assembléia Legislativa de Santa Catarina), das 40 vagas, quatro cadeiras são ocupadas por deputadas. Na Câmara dos Deputados, há 44 mulheres em um universo de 513 parlamentares homens.
O decreto que autorizou o voto das mulheres foi feito pelo presidente Getúlio Vargas – dois anos depois da Revolução de 30. Com o mesmo documento, também foi criada a Justiça Eleitoral e todos os tribunais eleitorais existentes pelo país.
No entanto, antes mesmo do voto feminino virar lei nacional, o Rio Grande do Norte, em 1927, saltou na frente e liberou as mulheres para irem às urnas. A primeira a votar na América do Sul, segundo o site do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do RGN, foi a professora Celina Guimarães Viana, 29 anos. Com a liberdade de participar do processo eleitoral, as mulheres daquele Estado também puderam ser votadas e algumas foram eleitas.
Números das mulheres na política:
Câmara dos Deputados: 513 vagas e 44 mulheres
Senado Federal: 81 vagas e 10 mulheres
FONTE: