31/03/2012
No CDD Norte (Centro de Distribuição Domiciliar), em reunião setorial da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Piauí (SINTECT-PI) no dia 22 de março, o carteiro Antônio Carlos, indignado com o novo Sistema de Avaliação de Produtividade (SAP) da empresa, levou para o trabalho um chicote, para demonstrar como ele tem se sentido tratado dentro da empresa.
Antônio Carlos tem 40 anos de idade. Há 11 anos trabalha na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). Atualmente, ele diz que sente como se todos os dias trabalhasse com um chicote levantado nas costas.
Nos relatórios diários do SAP, não interessa se existe acúmulo de correspondências e déficit de funcionários. A direção da empresa também não se preocupa quando o ar-condicionado da empresa não está funcionando, se falta água ou se os equipamentos de trabalho, motos e bicicletas estão quebrados ou sem manutenção. Se a produtividade está baixa, para o governo, a culpa é do trabalhador dos Correios.
O governo, assim como a direção da ECT, sabe que para oferecer um serviço de qualidade e manter a produtividade da empresa, a forma mais adequada seria diminuir a sobrecarga de trabalho, contratar mais trabalhadores concursados, garantir um abiente de trabalho saudável, maior participação nos lucros, salári os justos e melhor qualidade de vida.
No entanto, com a privatização dos Correios, o lucro é a única coisa que importa. Ter na estrutura da empresa, uma base de trabalhadores organizada, atuante, combativa e politizada, vai de encontro ao interesse do governo, de entregar os Correios ao capital privado. Então na tentativa de manter a categoria nos trilhos, subserviente aos seus desmandos, a orientação do Governo Dilma (PT) à direção da ECT é adotar a política do açoite. Para eles só interessa que o carteiro atinja calado as altas metas de produtividade impostas, não importa em quais condições de trabalho.
FONTE: Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Piauí
Colaboração: James Magalhães/Secretário de Comunicação/Sintect-AL