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1º de Maio: dia de festa ou de luta para os trabalhadores?

29/04/2012

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 Foto de Arquivo

 

É bastante comum vermos em cidades maiores a classe trabalhadora reunida para “festejar” o dia 1º de maio. Neste dia incomum, o poder público em vários estados proporciona aos trabalhadores, que se concentram em massa, um dia especial com apresentações artísticas, sorteios de apartamentos, casas, carros e até valores em dinheiro.

Lá no palanque, políticos eufóricos anunciam o aumento do salário mínimo (onde os reajustes anuais nunca suprem as necessidades do trabalhador), dos novos planos habitacionais, entre outras façanhas que merecem destaque por parte do governo.

Entre a comemoração e a politicagem que ocorre no dia, surge uma pergunta intrigante: Será que o dia do trabalhador, foi criado para proporcionar um dia de descanso e lazer para a classe proletária? Ou será que está data possui outro significado? Afinal de contas que dia é este? O que devemos lembrar?

Para responder tal pergunta é necessário analisar o momento histórico ao qual foi criada a data, assim, devemos nos reportar para o ano de 1886, onde na época a classe trabalhadora descontente com a elevada carga horária praticada pelas fábricas, decide reivindicar a diminuição no tempo de trabalho. Naquela época, um empregado chegava a trabalhar até 18 horas por dia sem interrupções. Pois bem, essa movimentação em torno da redução da carga horária teve inicio em Chicago nos Estados Unidos e ocorreu no mês de maio.

Como saldo das inúmeras reivindicações e protestos ocorridos, a história nos revela que vários trabalhadores foram mortos ou presos pela polícia que reprimia severamente os manifestantes. Por tudo isso, em 1889, representantes de entidades de trabalhadores espalhadas pelo mundo decidiram estabelecer uma data anual para que em todos os países e em todas as cidades, os trabalhadores lutassem pela redução da jornada de trabalho para 8 horas. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais que ocorreram em Chicago.

Este breve histórico é apresentado para que o leitor perceba que em momento algum, a data foi criada como forma de celebração ou festividade, muito pelo contrário, esta data existe para fortalecer a categoria dos trabalhadores, com reflexões, apontamentos, lutas e reivindicações.

Apesar do 1º de maio ter todo um significado, vemos que no Brasil este dia não parece seguir os ideais. Se analisarmos o 1º de maio no Brasil perceberemos que desde 1904 a data começou a ser utilizada pela classe trabalhadora como dia de conscientização e mobilização. Entretanto, na década de 1940 o governo Vargas assumiu as comemorações do 1º de maio e transformou a data que deveria ser de luta em dia festivo, ou seja, o governo desvirtuou o dia do trabalhador, fazendo com que o próprio trabalhador se iluda com a festividade e acabe por esquecer o real significado da data.

 Nesta lógica, o Sintect-AL traz esta reflexão com vistas à conscientização dos trabalhadores ecetistas, que devem enxergar nesta data, não um simples feriado nacional, mais um dia de luto e de luta que foi marcado pelo massacre de inúmeros trabalhadores que não aceitaram as condições impostas pelos capitalistas e reivindicaram melhores condições de trabalho.

Neste 1º de Maio, o Sintect-AL convida cada ecetista para, a partir das nove horas da manhã, no Posto 7 da praia da Jatiúca, levantar suas bandeiras de luta e honrar a memória de todos os que com a própria vida lutaram e defenderam a classe trabalhadora.

 

Fonte:

http://fronteirazero.org/portal/modules/smartsection/item.php?itemid=161

(Texto adaptado)


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