20/06/2012
Após 46 assaltos e sete arrombamentos a agências este ano, a diretoria da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) em Alagoas tomou uma atitude radical e surpreendente para inibir a onda de ataques à empresa. De acordo com a assessoria de comunicação dos Correios em Alagoas, a partir desta semana, das 108 agências no estado, apenas quatro funcionam normalmente. Nas demais, os clientes são atendidos um a um, a portas fechadas, enquanto os seguintes aguardam do lado de fora.
Através da assessoria, a ECT pede a compreensão dos clientes e avisa que a medida foi tomada devido ao elevado número de assaltos e arrombamentos registrados em 2012. “É uma medida provisória, mas tivemos que tomar esta atitude. Já estamos estudando uma nova alternativa. Contudo, por enquanto pedimos a paciência de nossos clientes”, explicou a assessoria.
A medida começou a ser adotada nesta segunda-feira (18). “As quatro agências que funcionam normalmente são as de Jaraguá, Tabuleiro e Centro, em Maceió, e a de Arapiraca. Estas foram as únicas agências que não sofreram assaltos”, ressaltou. Ainda não há previsão para que o atendimento seja normalizado em Alagoas.
Em Joaquim Gomes, interior do estado, onde a empresa foi vítima de pelo menos três assaltos, os clientes são atendidos por uma porta que fica ao lado da agência. A situação pegou a população de surpresa e, por consequência, acabou comprometendo o serviço realizado pela agência.
Para contornar a situação, a empresa alega que vem dialogando com a Secretaria de Defesa Social, mas até o momento o novo modelo de atendimento, que é provisório, foi a medida que se encontrou para inibir os assaltos. “Eram dois, três por dia. A situação estava insustentável”, ressaltou a assessoria.
Clientes aguardam atendimento fora das agências
Na manhã desta terça-feira (18), clientes se acumulavam à frente da agência de Joaquim Gomes, gerando revolta nos moradores que buscavam atendimento no local. A cena só não é pior do que a realidade vivida por moradores de Branquinha e Santana do Mundaú, que perderam a agência das cidades após as enchentes de 2010 e precisam se deslocar a União dos Palmares para ser atendidos.
Coincidentemente, a medida chega na temporada de chuvas no estado, fator que pode gerar ainda mais transtornos para os clientes que terão que esperar o atendimento do lado de fora da agência.
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