02/07/2012
Escrito por: Sinpaf
Após um dia de intensa mobilização e demonstração de força política, os trabalhadores que ocuparam pacificamente o saguão da sede da Embrapa no início da tarde desta quarta-feira (27) decidiram continuar mobilizados em vigília no local até que sejam recebidos pela diretoria da empresa.
Vindos de unidades de todas as regiões do país, eles exigem a retomada das negociações do ACT 2012-2013, iniciadas em fevereiro e paralisadas pela Embrapa desde o último dia 20/6. A categoria reivindica, ainda, que a representação da empresa na mesa de negociação tenha em sua composição integrantes da diretoria.
Ao longo do dia, a Embrapa se recusou a atender os trabalhadores e tentou desqualificar a mobilização, sob a alegação de que está disposta a negociar e de que já estaria marcada uma reunião para esta sexta-feira (29). “Essa rodada não foi acordada com o sindicato. Se a empresa quer negociar, por que quer levar a negociação para dissídio sem fechar sequer cláusulas sociais já conquistadas? Na última reunião, não nos foi apresentado absolutamente nada de novo “, afirma Vicente Almeida, presidente do Sinpaf.
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Segundo ele, hoje (28), os trabalhadores seguirão no local e intensificarão o diálogo político junto ao governo federal e parlamentares. “Esse momento vai ficar na história da luta dos trabalhadores e da Embrapa. Tivemos aqui hoje o apoio de trabalhadores de outras categorias, da CUT e de movimentos sociais, além de larga repercussão na mídia, e seguimos com muita disposição”, avalia o presidente.
A orientação para as seções sindicais é intensificar a paralisação nas unidades, buscando alianças com os trabalhadores e servidores públicos que também iniciam o movimento nacional de greve.”O discurso de diálogo e de entendimento por parte da Embrapa é tão verdadeiro quanto uma nota de três reais. O dissídio é a última opção, e a luta o melhor caminho para nossas conquistas”, finaliza Vicente.
Greve
A categoria deflagrou greve na última sexta-feira e denuncia que apenas 31 das 87 cláusulas apresentadas pelos trabalhadores foram completamente acordadas. No caso dos salários, a Embrapa manteve a proposta de reajuste zero acima da inflação. O Sinpaf exige 5% sobre a correção pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA), que mede a inflação, para que haja ganho real efetivo.