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Greve? Chama o Exército!!!!

09/08/2012

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BRASÍLIA - Dilma não só mandou cortar o ponto dos grevistas como  aprovou um projeto do Exército para garantir a integridade dos prédios  públicos e a oferta de serviços essenciais em caso de ameaça externa  (improvável) e principalmente de greves (que se multiplicam).

O sistema "Proteger" está orçado em R$ 9,6 bilhões e, com o Sisfron, de  monitoramento de fronteiras, vai custar R$ 21 bilhões em 12 anos, apesar  de Dilma argumentar com a crise internacional e com a falta de recursos  para não dar aumentos no setor público. O único acordo foi com  professores de universidades federais e, mesmo assim, polêmico.

São 13.300 alvos estratégicos do "Proteger", 371 prioritários, como  refinarias, hidrelétricas, centrais de telecomunicações e as principais  estradas. Brasília, que abriga os três Poderes e as embaixadas, é  listada como o alvo número um.

Para definir o sistema, o Exército estudou casos exemplares, como a  invasão da CSN, a greve da refinaria de Paulínea e um curto na rede de  Tucuruí, que não teve influência de grevistas, mas afetou boa parte do  país.

Isso mostra que Dilma não brinca em serviço. Se a democracia prevê o  direito de greve, prevê também a garantia dos prédios públicos e dos  serviços essenciais à população. Em caso de risco, os militares entram.

É uma boa lembrança quando a elite do funcionalismo testa forças com a  presidente: Polícia Federal, Banco Central, Itamaraty, oficiais de  inteligência, defensores públicos, auditores da Receita, agências  reguladoras (Anatel, Aneel...). Nem todos estão de greve, mas se uniram  num movimento único de reivindicação.

O governo avalia que a pressão acaba no dia 31, com a entrega do  Orçamento de 2013. É uma visão muito otimista. Os servidores engoliram  sapos e ficaram quietos na era Lula (como CUT, UNE, MST) e resolveram  devolver agora com Dilma. Não vão recuar tão cedo. O governo do PT  revida botando o Exército na parada.

 

FONTE:

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/elianecantanhede/1134141-chama-o-exercito.shtml(09/08/2012)

 

 


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