20/08/2012
Governo Federal vai limitar repasse dos impostos sindicais
Numa tentativa de neutralizar as greves que estão tomando conta de diversos setores públicos e que já ameaçam invadir o setor privado, o ministro do Trabalho, Brizola Neto está concluindo uma extensa lista com uma série de limitações para a criação de sindicatos.
Discordando dessa forma de agir, a presidente da Central Única dos Trabalhadores em Alagoas (CUT/AL), Amélia Fernandes afirma que “a forma de se organizar deve partir dos trabalhadores. O movimento sindical é contra a interferência do governo federal. Essa é uma atitude para enfraquecer o movimento. Repudiamos essa postura”.
As discussões referentes à formação sindical, categoria que representa e membros que podem estar associados devem ser decididas pelos trabalhadores. O governo federal não pode determinar esses critérios.
“Essa é uma função única dos trabalhadores”, rebate a presidente da CUT, Amélia Fernandes.
Outro ponto polêmico na portaria do governo federal é a que vai tratar dos repasses sindicais feitos pelo governo aos mais de nove mil sindicatos existentes em todo o país.
Esses repasses são equivalentes ao valor ganho em um dia de trabalho por cada membro sindicalizado.
“A CUT em Alagoas não concorda com o repasse financeiro. Acreditamos que cada trabalhador sindicalizado é que deve contribuir e não fazer a retirada de todos de forma obrigatória. O imposto não deveria existir”, desabafa Amélia Fernandes.
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