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Operários interditam acesso e param obras de shopping de luxo

10/09/2012

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Cerca de 500 funcionários da empresa OAS, responsável pelas obras do Parque Shopping, localizado em Cruz das Almas, paralisaram as atividades durante esta segunda-feira (10) e interditaram o acesso à área do empreendimento. Alegando trabalhar sob condições insalubres, pedreiros, carpinteiros e mestres de obras acusam a construtora de, entre outras coisas, humilhar os funcionários e os ameaçar de demissão sempre que eles cobram melhorias trabalhistas.

Segundo Estênio Bergson Prado de Melo Júnior, um dos trabalhadores, as obras de construção do shopping só serão retomadas quando a empresa assumir o compromisso de dar melhores condições de trabalho, e reajustar salários e os valores dos tickets de alimentação. “Trabalhamos em condições de muito sacrifício aqui. Exigimos melhorias. Somos humilhados diariamente e, quando reclamamos, somos ameaçados de demissão”, contou o trabalhador.

Ele conta que os funcionários são obrigados a fazer as refeições no refeitório da empresa e, por isso, têm descontado o valor de R$ 10 dos ordenados. “A comida é péssima. Já encontramos cabelos, parafusos e até durex nos pratos. E o pior é que se quisermos trazer comida de casa, eles não deixam, dizem que o desconto nos salários já é feito automaticamente”, denunciou Estênio Júnior.

A água consumida foi outra reclamação dos trabalhadores. Eles afirmaram que a água servida na obra está contaminada por causa da proximidade com o lixão. Bebemos e tomamos banho aqui. Não é raro ficarmos doentes por causa disso. Dessa forma, não vamos continuar, não voltamos a trabalhar”, afirmou. Procurada pela reportagem, a construtora apresentou um laudo laboratorial que atesta a potabilidade da água consumida pelos trabalhadores.

Há dez dias, o Ministério do Trabalho embargou as obras de um shopping em Arapiraca, distante 126 quilômetros de Maceió, por encontrar diversas irregularidades no canteiro, que colocavam em risco a segurança e a integridade física de mais de 400 operários contratados pela construtora WR Engenharia.

O outro lado

Do outro lado, o Grupo OAS defende o livre direito de manifestação dos trabalhadores, mas afirma que o protesto está sendo feito de forma equivocada. “Eles não podem interditar o acesso à obra”, afirmou um representante da empresa, que não quis se identificar.

Segundo ele, a manifestação dos trabalhadores está sendo impulsionada pela proximidade do dissídio coletivo, que deve reajustar os salários dos funcionários. “O salário deles é definido em convenção coletiva, que acontece agora em outubro. Claro que esta manifestação é motivada por isso”, afirmou.

A empresa contestou as condições de insalubridade denunciadas pelos trabalhadores. “Nossa água é tratada. Investimos em um maquinário específico para garantir água de qualidade. Além disso, ela passa por uma análise de potabilidade mensalmente. Recebemos a visita da Vigilância Sanitária frequentemente no nosso refeitório e não passamos por qualquer problema. Estamos dentro das normas, sem motivo para temer”, afirmou.

Fonte:

http://tudonahora.ne10.uol.com.br/noticia/maceio/2012/09/10/205919/operarios-interditam-acesso-e-param-obras-de-shopping-de-luxo


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