20/09/2012
Na primeira audiência de conciliação entre Fentect e Correios, ocorrida ontem no TST, a ministra Cristina Peduzzi propôs reajuste salarial de 5,2%, aumento linear de R$ 80,00, pagamento de bonificação no final de ano em parcela única de R$ 575,00 e a negociação conjunta das demais questões reivindicadas pelos trabalhadores. Ainda na reunião, a ECT rejeitou o aumento linear de R$ 80,00 com a velha choradeira de que o reajuste lhe trará uma despesa de cerca de 950 milhões.
Planejando um golpe final, a ECT se omitiu diante da ministra Cristina Peduzzi e mais uma vez não prestou esclarecimentos sobre possíveis mudanças no plano de saúde. A postura da empresa em calar sobre o CorreioSaúde aponta para profundas modificações que inegavelmente afetarão de forma drástica a categoria.
O Sintect-AL repudia esse tipo de postura da empresa que mais uma vez confirma a prática de expropriação contra os trabalhadores e não reconhece o sacrifício diário da categoria para manter a empresa amplamente lucrativa.
ECT e Fentect têm até o meio-dia da próxima segunda (24/09) para se manifestarem sobre o andamento das negociações. Caso não haja retorno, o dissídio será encaminhado à ministra do TST e relatora do processo, Kátia Arruda.
De acordo com a Federação, aproximadamente 117 mil funcionários aderiram à greve e somente 3 mil não participam da ação. Dados dos Correios, por outro lado, afirmam que aproximadamente 1.200 entre todos os trabalhadores estão paralisados. Dos 35 sindicatos filiados à federação, 25 estão parados.