08/01/2013
No último dia 19 de dezembro, a Fentect entrou com um pedido de suspensão do processo de eleição dos representantes dos trabalhadores no Conselho de Administração da ECT, e a posterior declaração de nulidade dessa eleição.
De acordo com o processo, a federação aponta que, no primeiro turno, os eleitores tiveram dificuldades de acesso ao sistema que permitia o registro do voto, além de não terem disponibilizado computadores para a votação. Para a entidade, o sistema de informática utilizado na eleição, além de instável, era passível de manipulação, o que teria permitido a inclusão de eleitores depois do início da votação, além de computar, como realizado, voto de trabalhador que ainda não havia registrado sua escolha.
A juíza do trabalho, Solyamar Dayse Neiva Soares, deferiu o pedido antecipatório, suspendendo a eleição e todos os atos decorrentes (campanha e a própria votação em 2º turno). “Fica evidenciado que o primeiro turno dessas eleições realmente foi marcado por fatos que, mais do que dificultar o acesso de eleitores, comprometem a própria validade do certame”, explica a decisão.
Não é de se estranhar a empresa lançar um informe colocando os trabalhadores contra a Fentect, quando na verdade, o intuito maior da federação é que todos os trabalhadores tenham no mínimo a oportunidade de votar e participar da eleição, tornando-a mais democrática. É muito estranho a empresa agir contra a democracia e contra o trabalhador.