20/06/2013
Os comerciantes da região da Praça Centenário
decidiram fechar as portas mais cedo por causa do protesto contra o aumento da
passagem de ônibus marcado para as 16h e com uma expectativa de reunir milhares
de pessoas. A Assembleia Legislativa de Alagoas também está de portas fechadas
e não deve ter sessão na tarde desta quinta-feira (20).
Segundo a assessoria de comunicação da ALE, não
houve uma formalização sobre qualquer cancelamento, mas o prédio está fechado.
Um militar que trabalha na segurança da Assembleia afirmou que não há nenhum
funcionário na Casa; todos saíram para almoçar e não voltaram.
A previsão dos organizadores é de que a
mobilização de hoje conte com ainda mais manifestantes do que a da última
segunda-feira (17), quando mais de 5 mil estudantes e trabalhadores tomaram as
ruas da capital. A área concentra muitas farmácias, lojas de varejo e
lanchonetes. Os empresários temem tumulto e depredação de suas lojas.
Muitos estabelecimentos já se programaram para
fechar antes mesmo do protesto. A maioria deve encerrar o expediente às 15h30,
meia hora antes da concentração. “Da última vez, a gente imaginou que poderia
acontecer algum tipo de depredação. Por isso, fechamos as portas. Desta vez,
vamos fazer o mesmo”, disse Elaine Maria, vendedora de uma loja de roupas.
A exceção são as lanchonetes, que se manterão
abertas para atender os manifestantes, como ocorreu na última segunda-feira.
Segundo Maxwell Melo, vendedor de uma
concessionária, o proprietário tem medo que aconteça tumulto que traga
prejuízos. “Na segunda-feira, a movimentação foi tranquila, mas hoje vamos
fechar às cinco horas”, disse.
Os funcionários de uma farmácia de manipulação
disseram ao TNH1 que todos serão liberados às 15h30. O
proprietário teme que o protesto tome as mesmas proporções dos que ocorreram em
São Paulo, onde houve quebra-quebra e até saques.
O estudante de 17 anos Filllipe Nascimento está
no semáforo da Praça Centenário desde às 9h30 da manhã segurando um cartaz.
Toda vez que o sinal fecha, ele vai para a frente dos carros e levanta a frase
“e que a memória deste movimento não se restrinja às breves lembranças da
juventude ou a fotos bacanas no Facebook #prayforus”.
"Essa manifestçaõ, na verdade, é um
lembrete. Porque é preciso lembrar a todos que esse tipo de movimento não pode
sre diluído", disse o jovem.
A página oficial do protesto, no Facebook, já tem
mais de 25 mil presenças confirmadas. O início da manifestação está marcado
para as 16h na Praça Centenário, que corta a maior avenida de Maceió, a
Fernandes Lima. No entanto, a partir das 15h a movimentação já deve ser grande
no local, onde os manifestantes farão cartazes não só repudiando o reajuste e reivindicando
redução, mas contra a corrupção no país.
O trânsito deverá ser interrompido no início da
caminhada, que ainda não tem trajeto definido.
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