19/07/2013
Ontem (18), o primeiro dia de discussões do 31º Conrep dos
Trabalhadores dos Correios foi iniciado com a leitura com destaques e votação
dos pontos presentes no regimento interno. Entre os pontos revistos, ficou
definido que a equipe de sistematização contará com representantes da Fentect,
de cada grupo político e com o apoio do jurídico de cada sindicato para a
revisão da pauta de reivindicações. Em seguida, foi aberto o período de
exposições, onde cada grupo teve seis minutos para abordar os aspectos políticos
ligados à conjuntura e Campanha Salarial.
Representando o MSB, Suzy Cristiny, foi a primeira a falar,
e defendeu que a campanha seja feita por uma causa real e legitimamente em prol
dos trabalhadores de base, além da necessidade de recuperar o crédito dos
sindicatos frente à esses trabalhadores. “Que a campanha seja séria, dentro da
realidade e que conquiste o respeito aos trabalhadores”, defendeu.
Pela Articulação, Emerson Silva e Amanda Corcino falaram da
questão das mobilizações populares, e que não se pode permitir que
manifestações legitimas sejam manipuladas por partidos de direita e alas
reacionárias que tentam se apoderar das bandeiras históricas dos trabalhadores.
Segundo Amanda, é preciso fazer uso dessas mobilizações para alavancar a campanha
salarial.
Representando a ASS, Marcílio e Emerson defenderam a
entrega pela manhã. Assim como o MSB, defenderam o respeito ao calendário, a
fim de manter junto aos trabalhadores a credibilidade dos sindicatos.
Criticaram o SAP e demais metodologias de avaliação utilizadas pela ECT para
avaliação dos trabalhadores que acabam mascarando a real situação do
trabalhador nas bases.
Pelos Ecetistas em Luta falou Anaí Caproni, que entrou
diretamente no problemas das negociações da campanha salarial, frisando que a
Empresa já acertou que vai assinar com a Findect para rachar com a unidade da
categoria e tentar forçar a Fentect a aceitar as mudanças no plano de saúde. “A
pauta do Findect foi apresentada no início de julho, e a intenção da Empresa
era aprovar rapidamente o golpe do plano de saúde, e jogar a responsabilidade
dessa perda enorme nos sindicalistas. Mas foi obrigada a esperar a proposta da
Fentect para começar a negociar.”, explicou, frisando que isto mostra o peso
que tem a Fentect. Segundo Anaí, é preciso discutir bem essa manobra da Empresa
e não aceitar o golpe da retirada do convênio médico.
Carlos Clei e Hélio, falando pela representação dos
independentes, disseram que é preciso lutar pela entrega pela manhã e contra o
“plano maldito” dos correios saúde. “Se a Empresa quiser mexer no plano de
saúde que seja para melhorar”, frisou Carlos Clei. A dupla salientou também a
importância de se falar pelo trabalhador, e não por uma bandeira ou um partido.
Pelo CSP Conlutas, falaram Marcílio Medeiros e Yuri Aguiar
e falaram da importância das greves para conquistas. E que o discurso de
unidade não seja só palavra, mas também ação. Ressaltaram a importância de
unidade de datas, ações e lutas. Joelson e Robson Pereira Neves, do MDC, também
ressaltaram que as forças devem ser usadas para lutar contra a Empresa, e não
entre os representantes dos trabalhadores. Defenderam que é preciso união para
vencer a ditadura imposta pela Empresa. “Que esse Conrep passe por cima de
obstáculos impostos aos trabalhadores sem apontar novas saídas ou rompimentos”
ressaltou Robson.
Damião e Vital discursaram pela Intersindical, alertando
para o fato de que muitas centrais estão surgindo, não para defender o
trabalhador, mas para ter estrutura e dinheiro, e são os trabalhadores que sofrem
com isso. Marcelo e Marcão, pelo MRL, frisaram a importância de uma pauta
concisa e precisa do que os trabalhadores querem e precisam. “É preciso atentar
que agora existem dois inimigos que devem ser combatidos: a ECT e a Findect.
Que seja feita uma luta diária, com unidade verdadeira e não falaciosa”,
defendeu Marcão.
Marcos Cândido finalizou com a representação da MUTE,
relatando que o Brasil é um exemplo mundial de luta trabalhista, mas que
ultimamente vem fraquejando na defesa dos trabalhadores. “Que cada delegado e
cada corrente presente nesse Congresso detenham a responsabilidade de relatar o
que se passa de fato em suas bases tocar as lutas dos trabalhadores.”,
finalizou.
O Congresso Continua com mais debates de interesse da
categoria.
Fonte:
http://www.fentect.org.br/conteudo.php?LISTA=detalhe&ID=1828