07/08/2013
Depois de serem impedidos de subir para reunião de
negociação da Campanha Salarial, agendada para hoje (06/08), às 14h30, os
integrantes do Comando de Negociação da Fentect fecharam a entrada do Edifício
Sede dos Correios como forma de protesto. Ao chegarem para a reunião, os
integrantes do comando foram surpreendidos com a informação de que não teriam
autorização para sequer entrar no prédio. Até mesmo os companheiros munidos de
crachá da Empresa tiveram a entrada impedida.
Na portaria, constava uma lista com cinco nomes
escolhidos à esmo pela própria empresa, e a informação de que cinco integrantes
da Federação pirata já se encontravam na sala de reuniões. A Federação não
aceitou a arbitrariedade, e ocupou por mais de uma hora a entrada principal do
prédio até que representantes da Empresa finalmente apareceram propondo uma
outra reunião, desta vez na Universidade dos Correios (UniCo).
Iniciada a reunião, a Empresa alegou que enviou
carta solicitando reunião inaugural para aquela data para estabelecer
calendário, horário e sequência de temas das negociações. A reunião foi
agendada com a Fentect e também com a federação pirata, e foram reservados
cinco assentos para cada uma das federações. Segundo a Empresa, a mesma carta solicitava
a indicação de 5 nomes para compor a mesa, ao que ela utilizou nomes constantes
em outro documento alheio às negociações que ela “julgou ser a resposta da
Fentect às nomeações”.
A Empresa insistiu que a Federação selecione apenas
5 pessoas para se sentarem à mesa de negociação juntamente com a federação
pirata. A secretária-geral da Fentect, Anaí Caproni, relembrou que pelo
estatuto da Fentect, o número de pessoas que deve estar à mesa para negociação
é de 11 pessoas com o restante do comando, no total de 30 pessoas, assistindo e
com transmissão nacional, o que já foi oficializado para a Empresa. “Uma
negociação minimamente madura tem que levar em consideração que
estatutariamente a Fentect precisa contar com 11 pessoas à mesa. A Federação,
tal qual a ECT, tem um estatuto, que não pode ser ferido.”, afirma Anaí.
Segundo a Empresa, é preciso que se reavalie o
modelo de negociação, já que, na versão deles, a configuração com 11 na mesa e
30 na plateia não foi uma experiência de sucesso no ano anterior. Mas a verdade
é que a negociação nos anos anteriores não avançou pois a ECT não teve
seriedade e nem interesse em negociar, usava as reuniões apenas como meio de
gerar documentos para apresentar ao TST e alegar que houve negociação.
“Estamos submetidos à uma pressão que não existe.
As Federações dos funcionários públicos e dos bancários, por exemplo, preenchem
com mais 50 pessoas a mesa de negociação, sem problema algum. Podemos acertar
com os 11 e com a plateia uma negociação civilizada, tranquilamente. Tudo é
conversado. O que não pode ser feito é ceder à negociação do mal, que deturpa
os fatos em favor da Empresa”, pondera Anaí.
Atingido o impasse, foi consenso entre ambas as
partes de que sejam repensadas as posições com relação ao número de pessoas na
mesa de negociação. Um novo encontro ficou agendado para quinta-feira (08) às
09h.
Fonte:
http://www.fentect.org.br/conteudo.php?LISTA=detalhe&ID=1897