21/08/2013
Finalmente a Direção dos Correios resolveu parar de
fazer o seu jogo costumeiro de início da Campanha Salarial, para confundir a
categoria, e começou a debater ontem (20) com a Fentect a Pauta de
Reivindicações dos Trabalhadores.
Segundo o Companheiro Flávio "Show" Ribeiro, representante de Alagoas
no Comando de Negociações da Fentect, "a máscara da falsa negociação da
ECT caiu graças a firmeza dos representantes dos trabalhadores. Estes não
aceitaram as imposições dos Correios de querer intervir na independência
do movimento sindical e hoje ficou comprovado, mais que nunca, que
quem não quis negociar foi a empresa. Afinal, a forma de negociação já poderia
ter sido firmada na primeira reunião, visto que é uma questão estatutária da
Federação".
Inicialmente foi discutido o calendário das reuniões, onde a Fentect exigiu
encontros nos dois turnos e a ECT só queria em apenas um horário.
"Além de a empresa querer que as reuniões fossem apenas em um horário, já
queria encerrá-las no dia 30 de agosto. Ou seja, ela mesma provocou propositalmente
o início das negociações. Porém, a firmeza dos trabalhadores a fez recuar para
negociar nos dois horários", afirmou James Magalhães, secretário de
Comunicação da Fentect.
Logo após, as discussões foram a respeito da cláusula 16 da Pauta (não ao
trabalho nos fins de semana e feriados), onde os representantes dos trabalhadores
reclamaram de vários abusos da ECT em relação as convocações. "Um ponto
fundamental discutido foi o bem-estar do trabalhador. Se a ECT diz que não pode
abrir mão de uma convocação, nós dissemos que a solução está na contratação
de mais trabalhadores para suprir a demanda, e que seja feito apenas convite
evitando que os trabalhadores não se tornem refém das convocações", disse Flávio
Show. A ECT ficou de levar todas as considerações feitas para os gestores da
área de operações.
Outro ponto bem discutido foi a cláusula 17 (isonomia de função), onde foi
citada a questão dos motorizados que recebem um valor num determinado estado e em
outro o valor é diferenciado, sendo que o trabalho é o mesmo. "Achamos um
absurdo essas diferenciações, visto que estamos na mesma empresa, que é
nacional, e não pode tratar iguais com valores diferentes. O trabalho, a função
e os riscos são os mesmos, não é justa essa diferença, reivindicamos uma
igualdade pelo maior valor pago, que deverá ser corrigido". Afirmou
Flávio.
No mais fica claro que a ECT não quer se comprometer na mesa, mas os
representantes dos trabalhadores vão continuar fazendo a sua parte, em defesa
de toda categoria ecetista.
Reveja os
vídeos com o depoimento do Companheiro Flávio Show:
Vídeo 1: http://www.youtube.com/watch?v=nDNBZwFS4EI
Vídeo 2: http://www.youtube.com/watch?v=YwPkYTd2FjQ
Veja
também, em anexo, a Ata da Reunião de ontem (20/08).