12/09/2013
Na reunião de
negociações da Campanha Salarial realizada na tarde de ontem (11) na
Universidade dos Correios (UniCo) a Empresa não apresentou a nova proposta
econômica, conforme havia sido solicitado pela Fentect na reunião de ontem
(10). A discussão girou em torno da cláusula da Pauta de Reivindicações que
trata sobre segurança na agências. A ECT enviou uma representante para realizar
uma apresentação sobre as medidas e os programas de segurança que a Empresa
alega estar instalando.
De acordo com a
representante, os programas serão implementados de acordo com a movimentação
financeira, região em que está inserida, equipamentos que possui, registro de
assaltos, etc. Ou seja, de acordo com a própria Empresa, todos os critérios
utilizados para definir se uma agência precisa ou não de mais itens e mais
atenção à questão da segurança levam em consideração apenas aspectos
financeiros e não o do bem estar dos funcionários, o que deveria ser
prioridade.
Os integrantes do
Comando de Negociação da Fentect fizeram a exposição de várias situações
ocorridas em seus estados, e fizeram denúncias de que em todo o País os
programas e as medidas de segurança da Empresa não saíram do papel. A
representante escolhida pela ECT, mostrando mais uma vez a falta de respeito da
direção da Empresa ao enviar para a negociação com o trabalhador pessoas que
não estão aptas a apresentar propostas concretas, se limitou a afirmar que: “se
essas agências não tem os equipamentos de segurança, deveriam ter”, ou seja,
uma falta completa de compromisso com a pauta do trabalhador e com todo o
processo das negociações.
Outra denúncia foi a
respeito do tratamento dado ao funcionário vítima de assaltos e roubos. Nos
Correios, os trabalhadores são tratados como suspeitos até que se prove o contrário,
além de ser obrigado a assumir todos os ônus decorrentes do assalto. Segundo a
Secretária-geral da Fentect, Anaí Caproni, os funcionários dos Correios, dadas
as circunstâncias atuais, precisam receber adicional de periculosidade, tal
qual os bancários e demais trabalhadores que lidam com valores. “A questão da
violência é pública e geral, mas dentro do Correio ela não é tratada de forma a
preservar o funcionário. A diferença financeira paga aos atendentes é ínfima, e
a assistência médica fornecida também é precária”, declarou.
Os membros do comando de
negociações expuseram a situação de que o funcionário que sofre o assalto,
antes de poder cuidar da sua saúde e bem estar e procurar tratamento médico
e/ou psicológico, é obrigado a prestar contas à Empresa dos prejuízos do
assalto. Ou seja, mais uma vez, em primeiro lugar vem o patrimônio da Empresa.
Outro problema, afirma Anaí, a Empresa tem que se responsabilizar pelos objetos
pessoais dos funcionários perdidos “Tem que ter uma compensação financeira pelo
assalto. É um prejuízo na vida do funcionário e a Empresa não se
responsabiliza.
A Secretária-geral
frisou, ainda, que até as medidas de segurança da Empresa que ainda nem saíram
do papel são obsoletas e não contemplam os problemas reais das agências, pois
as câmeras que já existem são péssimas, não permitem nem identificar os
bandidos, os alarmes não tem serventia alguma, e o cofre com retardo apenas
prolonga o período do terror dos trabalhadores assaltados, uma vez que já é
rotina que os bandidos mantenham os ecetistas como reféns até a abertura do
cofre.
Fonte:
http://www.fentect.org.br/conteudo.php?LISTA=detalhe&ID=2009