20/02/2014
É impressionante perceber a indiferença com que os cargos mais importantes para a estrutura da ECT são tratados. Os carteiros é o mais gritante!
Em número, eles são a maioria. Em trabalho, os mais sofridos. Em importância comercial, não há valor que quantifique.
Acredito que o sofrimento, gerado pelas péssimas condições de trabalho, baixos salários e a não valorização da pessoa humana, sustentam a união da classe.
Até as festas que a empresa oferece, quando oferece, em comemoração ao seu dia, lembra-me a Roma Antiga. Quando o povo encontrava-se muito insatisfeito, era utilizada uma estratégia emergencial: DEI-LHES DIVERSÃO E ESQUECERÃO A FOME!!!
Não sou contra festas ou comemorações. O que me assombra e discuto é a “FARTURA”. Farta carimbo, farta uniforme, farta veículos, farta bolsa, farta mais funcionários, farta ergonomia, farta dinheiro, farta humanidade... só não farta trabalho.
Somente nas greves sua presença é realmente notada: quantitativamente e qualitativamente. Neste momento, em números, eles são claramente percebidos.
É lógico, parte desta realidade é reflexo da falta de militância nas greves (presença massiva) e de uma atitude relaxada de alguns durante seu trabalho. Vamos mudar esta realidade modificando nossa atitude. Procurando fazer sempre o melhor: seja na hora do trabalho, seja na hora da greve. Sempre admirei a coragem, o esforço e a batalha de vocês para realizarem um trabalho que considero bastante sofrido e exaustivo. Raul Seixas já dizia: “... a formiga só trabalha porque não sabe cantar". Portanto colegas carteiros, OTT’s e atendentes, vamos aprender a “cantar” também. A luta continua e se não mudarmos nossa atitude fica mais difícil conseguirmos atingir nossos objetivos.
O universo é perfeito e forte porque sua estrutura é baseada em uma fórmula bastante simples: um minúsculo átomo. Juntos se tornam uma gigantesca construção.
Fabíola Gomes Bittencourt
“Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado...”
(ÍNDIOS, Legião Urbana)
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