(82) 3326-4454
sintect-al@uol.com.br

Átomos

20/02/2014

...

 

 

 

É impressionante perceber a indiferença com que os cargos mais importantes para a estrutura da ECT são tratados. Os carteiros é o mais gritante!

Em número, eles são a maioria. Em trabalho, os mais sofridos. Em importância comercial, não há valor que quantifique.

Acredito que o sofrimento, gerado pelas péssimas condições de trabalho, baixos salários e a não valorização da pessoa humana, sustentam a união da classe.

Até as festas que a empresa oferece, quando oferece, em comemoração ao seu dia, lembra-me a Roma Antiga. Quando o povo encontrava-se muito insatisfeito, era utilizada uma estratégia emergencial: DEI-LHES DIVERSÃO E ESQUECERÃO A FOME!!!

Não sou contra festas ou comemorações. O que me assombra e discuto é a “FARTURA”. Farta carimbo, farta uniforme, farta veículos, farta bolsa, farta mais funcionários, farta ergonomia, farta dinheiro, farta humanidade... só não farta trabalho.

Somente nas greves sua presença é realmente notada: quantitativamente e qualitativamente. Neste momento, em números, eles são claramente percebidos.

É lógico, parte desta realidade é reflexo da falta de militância nas greves (presença massiva) e de uma atitude relaxada de alguns durante seu trabalho. Vamos mudar esta realidade modificando nossa atitude. Procurando fazer sempre o melhor: seja na hora do trabalho, seja na hora da greve. Sempre admirei a coragem, o esforço e a batalha de vocês para realizarem um trabalho que considero bastante sofrido e exaustivo. Raul Seixas já dizia: “... a formiga só trabalha porque não sabe cantar". Portanto colegas carteiros, OTT’s e atendentes, vamos aprender a “cantar” também. A luta continua e se não mudarmos nossa atitude fica mais difícil conseguirmos atingir nossos objetivos.

O universo é perfeito e forte porque sua estrutura é baseada em uma fórmula bastante simples: um minúsculo átomo. Juntos se tornam uma gigantesca construção.

 

 

Fabíola Gomes Bittencourt

 

 

“Quem me dera, ao menos uma vez,

Ter de volta todo o ouro que entreguei

A quem conseguiu me convencer

Que era prova de amizade

Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,

Acreditar por um instante em tudo que existe

E acreditar que o mundo é perfeito

E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,

Fazer com que o mundo saiba que seu nome

Está em tudo e mesmo assim

Ninguém lhe diz ao menos obrigado...”

 

 

(ÍNDIOS, Legião Urbana)

 

Link:

http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/indios.html#ixzz2tJHbvHbk


Rua Ceará, 206 Prado Maceió - Alagoas 57010-350
SINTECT ALAGOAS 2026
(82) 3326-4454 sintect-al@uol.com.br