09/10/2008
Correios improvisam com funcionário terceirizado e sem acesso a transporte para a distribuição de centenas de correspondências
Marechal Deodoro – Moradores da Barra Nova,
“Eu estou com todas as minhas contas atrasadas. Até agora não chegou nenhuma correspondência pra mim. Tive que ir a Maceió para tentar pagar o telefone, mas não consegui a 2ª via da fatura. Um verdadeiro transtorno”, reclama o aposentado Djalma Ribeiro da Silva.
“Eu queria saber quem é que vai arcar com o nosso prejuízo, pois vamos ter que pagar os juros de todas as contas atrasadas”, diz a aposentada Luci Cataldo da Silva, que mora há dez anos na Barra de São Miguel. Ela conta que seu filho precisou se deslocar até a agência dos Correios, no centro da cidade, para ter acesso às correspondências.
Os Correios substituíram o carteiro licenciado por meio da empresa Jeu Terceirização e Locação de mão-de-Obra Ltda, que terceiriza mão-de-obra e viabilizou um substituto para a entrega das correspondências. (Leia matéria na íntegra no Jornal Gazeta de Alagoas/Cidades pg. A18, edição de
Opinião do Sintect-AL:
O problema da sobrecarga de trabalho
Diante de tal situação por onde anda a gerência de inspeção, a famosa GINSP, para alguns o SNI dos Correios em Alagoas, que não apura as responsabilidades dos verdadeiros culpados por esse prejuízo enorme causado ao povo do município? Acredite, se a “culpa” fosse dos carteiros, Marechal Deodoro já estaria repleto de inspetores “arapongas” prontinhos para apurar e condenar pais e mães de família. Mas como a responsabilidade é de outros, os considerados peixes graúdos da ECT, tudo continua como está. Pobre povo de Marechal, que pelo jeito ainda vai passar um bom tempo pagando juros e esperando suas correspondências chegarem atrasadas por semanas a fio.
Mas, ainda resta uma esperança: quiçá a partir de primeiro de janeiro de 2009 as coisas não se resolvam e o impossível aconteça. Afinal de contas, o dono dos Correios estará mais próximo de todos e com ele por lá, os olhares da alta cúpula da empresa se voltarão para a primeira capital alagoana. Então, nos resta a pergunta: terão olhos de águia para enxergar os problemas ou continuarão míopes e quase cegos? Há quem diga que já tem gente comprando telescópio para não decepcionar o já, quase, rei de Marechal. Mas, chega de conversa, resolvam o problema, pois os trabalhadores e o povo já estão cansados de tanta vergonha.