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Estudo mostra que doenças da modernidade são as que mais matam no Brasil

06/11/2008


 

BRASÍLIA – Um estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Saúde mostra que as doenças da modernidade são as que mais matam no País. Em 1º lugar estão as doenças do aparelho circulatório, seguidas pelos vários tipos de câncer e pelas mortes por causas externas. O estudo aponta que, em 2005, quase metade dos brasileiros, 41,2%, morreram prematuramente, ou seja, antes de alcançar os 60 anos.

 

 

De acordo com os dados do relatório Saúde Brasil 2007, as doenças da modernidade são as que mais matam no País. A maioria delas está ligada à má alimentação, consumo excessivo de álcool, tabagismo e falta de atividade física, que potencializam as doenças do coração. Somente em 2005, 283.927 pessoas perderam a vida por problemas do aparelho circulatório, o que corresponde a 32,2%.

Já considerando as causas específicas o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é o que mais mata. Em 2005, foram mais de 90 mil. O número representa 31,7% das mortes decorrentes de problemas circulatórios e 10% do total de óbitos no País.

Levando em conta o levantamento por regiões, as doenças do aparelho circulatório também são as que mais matam, com taxas de 33% no Sudeste, 32,9% no Sul, 31,9% no Nordeste, 31% no Centro-Oeste e 24,9% no Norte.

Para o Ministério da Saúde, esse perfil mostra o reflexo da urbanização rápida e desenvolvimento do país, já que há algumas décadas o que mais matava eram as doenças infecciosas e parasitárias, tais como as diarréias, tuberculose e malária.

Dados da Secretaria de Vigilância em Saúde indicam que, em 1930, as doenças infecciosas respondiam por cerca de 46% das mortes nas capitais brasileiras enquanto em 2003, tais doenças representavam apenas 5% do total de óbitos.

Muitos dos fatores que levam aos cânceres – que respondem pela segunda posição no ranking – também estão ligados àqueles que provocam doenças circulatórias, como o tabaco e álcool. Em 2005, as mortes por neoplastias malignas (grupo que reúne os diversos tipos de cânceres) representou 16,7% dos óbitos totais no Brasil.

Causas externas

O homicídio está em primeiro lugar entre as causas externas de morte no Brasil, seguidos pelos acidentes de trânsito. Em 2006, a taxa foi de 25,4 homicídios por 100 mil habitantes.

A taxa mostrou uma redução de 12% em comparação a 2003, quando era de 28,6 por 100 mil habitantes. Esta foi a primeira diminuição desde 1980.

Conforme a pesquisa, as cinco regiões metropolitanas com os maiores riscos de morte por homicídios são Maceió, Vitória, Recife, Petrolina/Juazeiro e Rio de Janeiro.

O maior risco de morte por homicídio é no sexo masculino (92% dos homicídios), sendo que os negros são as maiores vítimas, independente do sexo, faixa etária, tamanho da cidade e região do País. O estudo mostra uma taxa de 34,3% de homícidios na população negra contra 15,3% nos brancos.

Os homicídios por arma de fogo são mais freqüentes no Nordeste, enquanto aqueles efetuados por outros tipos de armas ocorrem mais na região Norte do Brasil.   

Os dados utilizados na publicação foram coletados no Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde, que capta os óbitos ocorridos no país dentro ou fora de ambiente hospitalar e com ou sem assistência médica. De acordo com o ministério, a tendência de morte não varia muito em um curto período de tempo e as informações refletem a atual situação da mortalidade no país.

Em 2005, o SIM captou 1.006.827 óbitos em todo o país – um coeficiente de 5,5 mortes por mil habitantes. A base populacional utilizada foi a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o ano de 2005 – 184.184.074 habitantes.

 

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/11/06/estudo_mostra_que_doencas_da_modernidade_sao_as_que_mais_matam_no_brasil_2099976.html

 


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