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Nem mais um centavo do FGTS e FAT para quem demitir

20/01/2009


 

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, endureceu o jogo com as empresas que estão demitindo seus funcionários apesar de receberem recursos e incentivos do governo. “Não pode o governo brasileiro investir bilhões, colocar dinheiro público para ajudar as empresas a saírem das dificuldades, e elas continuarem demitindo”, ressaltou o ministro, na quarta-feira (14). “Ou essas empresas assumem o compromisso de não demitir ou o governo brasileiro terá de refazer essas linhas de financiamento”, sublinhou.

 

“Não é uma atitude inteligente do empresário, que obteve altos lucros nos últimos anos, não distribuiu esses lucros ao trabalhador, e agora penaliza o trabalhador”, prosseguiu o ministro, que se mostrou indignado principalmente com as montadoras que receberam R$ 8 bilhões de crédito estatal e redução do IPI e anunciaram que vão demitir trabalhadores. “Eu não consigo conceber como, apesar da isenção de IPI, algumas empresas desse setor ainda estão demitindo. Acho isso um absurdo”, afirmou Lupi.

 

“Não podemos pegar uma empresa e dizer que ela teve prejuízo em dezembro, mas, e até novembro, esquece? Não é assim a vida, e não podemos aproveitar a crise para, em cima da crise, fazer um jogo de esperto”, denunciou o ministro, anunciando que vai exigir a partir de agora contrapartida dos empresários para liberar recursos. “Agora, aqui no Ministério do Trabalho [empréstimos] com recursos do FGTS e do FAT têm que estar amarrados com a garantia dos empregos. Se não tiver, isso eu garanto, não sai mais um centavo”, disse Lupi.

 

O ministro reuniu-se na terça-feira com sindicalistas que foram a Brasília protestar contra a decisão da montadora General Motors (GM) de dispensar 744 funcionários temporários. Lupi concordou com os argumentos dos trabalhadores e anunciou a criação de um comitê tripartite (governo, empresários e trabalhadores) para monitorar as liberações de recursos do FAT e do FGTS. Segundo o ministro, o governo “já tomou algumas atitudes e vai tomar outras para conter o desemprego”. Além de pressionar para que as empresas parem as demissões, o ministro disse que o governo vai continuar a trabalhar para ampliar o crédito, garantir salários e promover investimentos públicos.

 

Segundo Lupi, o monitoramento das empresas para liberação de empréstimos será realizado através do cruzamento dos dados de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O ministério cobrará contrapartidas sociais das empresas, como a manutenção e a criação de novas vagas de trabalho. “Se está recebendo do fundo, como pode estar mandando embora? Para que serve esse dinheiro público? Nossa intenção, além de ajudar a empresa a passar pela fase de dificuldade, é garantir o emprego do trabalhador”, afirmou.

 

Lupi fez uma avaliação de longo prazo e concluiu que o ano de 2008 foi positivo para o emprego e para o trabalhador. Foram criados cerca de 1,8 milhão de empregos no período. “Apesar da crise, o saldo [de empregos durante o ano] é muito positivo”, lembrou. Para ele, com a mudança da situação, são necessárias medidas para que o quadro negativo deste início de 2009 seja revertido.

 

Na próxima segunda-feira, dia 19, Carlos Lupi levará ao presidente Lula, pela manhã, os dados do Caged para definir quais são as medidas que o governo tomará para garantir a manutenção do emprego no país. Uma das decisões estudadas será aumentar em mais duas o número de parcelas do seguro-desemprego nos setores com alto índice de demissões. “Em cima dos dados de dezembro, teremos uma radiografia por setores para que o presidente possa decidir que medidas a mais serão tomadas”, explicou Lupi. “O presidente está muito preocupado com a questão do emprego, porque isso é o coração da economia”, completou.







Fonte: CGTB



Autor: Assessoria de Comunicação



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