24/04/2026
A recente matéria publicada pela Folha de S.Paulo e outros meios de comunicação, escancara a grave situação financeira dos Correios, que registraram um prejuízo de aproximadamente R$ 8,5 bilhões em 2025, quase o triplo do ano anterior.
Os números mostram uma realidade preocupante, mas é preciso deixar claro: os trabalhadores e trabalhadoras não são responsáveis por esse cenário, mas sim das gestões da empresa ao longo dos anos.
Segundo os dados divulgados, o resultado negativo é consequência de uma combinação de fatores, como: crescimento explosivo de despesas judiciais bilionárias, queda de receitas, manutenção de uma estrutura operacional que atende todo o país, inclusive regiões onde o setor privado não atua. Ou seja, estamos falando de um problema estrutural e de gestão, e não de produtividade dos ecetistas.
Diante desse cenário, acende-se um alerta: historicamente, quando empresas públicas enfrentam dificuldades financeiras, surgem propostas que penalizam justamente quem mantém o serviço funcionando — os trabalhadores. Mas não aceitaremos retrocessos.
O SINTECT-AL reforça que não aceitará qualquer tentativa de transferir essa conta para os trabalhadores. É inadmissível que, após anos garantindo o funcionamento da empresa mesmo diante de dificuldades, a categoria seja penalizada.
É preciso discutir soluções reais para sair dessa crise, como: planejamento estratégico sério; investimentos na empresa; valorização dos trabalhadores; modernização com responsabilidade social; fortalecimento do papel público dos Correios.
Seguiremos vigilantes e mobilizados, acompanhando de perto os desdobramentos dessa situação e não mediremos esforços para defender os direitos da categoria e a manutenção de um serviço postal público, forte e de qualidade para toda a população.
#ForaEmannoelRondon
#NenhumDireitoAMenos