05/11/2026
Mais uma vez, atualizações nos sistemas internos dos Correios estão causando transtornos e comprometendo diretamente a execução dos serviços de coleta, entrega e operações de frota. O problema, que vem se repetindo há algum tempo, atinge principalmente os carteiros que estão diariamente nas ruas, tentando cumprir suas atividades e prestar um serviço de qualidade à população.
Após determinadas atualizações, diversas funcionalidades do sistema deixam de operar corretamente, impedindo que o carteiro registre situações rotineiras da entrega, como destinatário ausente, endereço insuficiente e número inexistente, entre outras ocorrências. Diante dessas falhas, o trabalhador acaba sendo obrigado a utilizar a opção "logradouro irregular", mesmo quando essa não corresponde à situação real do objeto, apenas para conseguir registrar a ocorrência no sistema e posteriormente tentar regularizá-la.
O problema é que essa alternativa gera outra consequência: o sistema interpreta o registro como uma ocorrência específica, com repercussões nos prazos de tratamento e entrega dos objetos. Na prática, isso pode provocar perda de prazos, reclamações, indenizações e prejuízos financeiros para os próprios Correios. É inadmissível que o carteiro seja penalizado por falhas que não são de sua responsabilidade!
Como se não bastasse a falha no sistema, a orientação apresentada pela gestão é que, quando o carteiro não conseguir registrar a ocorrência na rua, deverá retornar com o objeto à unidade para realizar o procedimento posteriormente. O registro da ocorrência precisa acontecer no momento da tentativa de entrega, dentro do raio de atuação do carteiro. Determinar que o trabalhador retorne à unidade para fazer uma operação que deveria funcionar normalmente não resolve a falha. Pelo contrário, mantém o problema, compromete a rotina operacional e pode resultar na perda dos mesmos prazos que a empresa deveria preservar.
Não se pode transferir para o trabalhador e para as unidades operacionais a responsabilidade por deficiências dos sistemas desenvolvidos e administrados pela própria empresa. Diante da recorrência dessas situações, o SINTECT-AL considera fundamental que cada gerente e supervisor das unidades, sempre que identificar problemas dessa natureza, abra imediatamente um processo SEI, registrando formalmente a falha e cobrando da gestão nacional, em Brasília, explicações e solução definitiva.
É preciso documentar cada ocorrência, exigir providências e cobrar respostas concretas. Não basta reconhecer que o sistema apresenta problemas e continuar submetendo os trabalhadores aos mesmos transtornos.
O presidente Emmanoel Rondon precisa explicar por que atualizações recorrentes nos sistemas da empresa continuam provocando problemas que prejudicam a atividade dos carteiros, comprometem os prazos operacionais e podem gerar indenizações e perdas financeiras. É contraditório que uma gestão que deveria trabalhar para recuperar a capacidade financeira e operacional dos Correios permita que falhas tecnológicas recorrentes provoquem justamente o desperdício de recursos e a perda de receitas.
O carteiro precisa de condições adequadas para trabalhar, sistemas que funcionem e ferramentas que permitam executar corretamente suas atribuições. O que não pode acontecer é transformar falhas de gestão e tecnologia em mais sobrecarga, cobranças e responsabilização de quem está nas ruas garantindo o funcionamento dos Correios.
O SINTECT-AL cobra providências imediatas, solução definitiva para as falhas e respeito aos trabalhadores e ao patrimônio público!