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Crime de mando em Alagoas é uma questão cultural, diz Pinto de Luna

20/07/2009


     O ainda superintendente da Polícia Federal, em Alagoas, José Pinto de Luna comentou – na manhã desta segunda-feira, dia 20, em entrevista a uma rádio local – o texto escrito pelo jornalista Josias de Souza sobre a afirmação do ministro Gilmar Mendes de que o Maceió seria a capital do “crime de mando”. De acordo com Pinto de Luna, este título advém da sensação da impunidade que gozam os criminosos no Estado, tanto na seara política, quanto no tráfico de drogas.

     “O crime de mando é uma questão cultural, quando você banaliza a vida. A pessoa que manda matar o outro é um covarde na essência da palavra. Tudo isto passa pela sensação de impunidade”, destacou o superintendente da Polícia Federal, que confirmou o interesse em ingressar no “universo político” em 2010. O superintendente salientou ainda que se sente constrangido diante dos números de homicídio do Estado.

     “É preciso que se crie uma Delegacia Especializada em homicídio, que comece as investigações com o corpo lá no chão e – em conjunto – ter trabalhos sociais. Aí, eu faço uma pergunta: qual o índice de esclarecimento do crime ainda no local? Aqui em Maceió quase nulo”, frisou ainda.

     O delegado também comentou sobre o retorno dos deputados estaduais e se disse predisposto a entrar nas eleições e que está avaliando as possibilidades de vitória. “O cargo mais viável para mim é o de senador. Eu tenho idade, estou com meu direito político em dia, tenho minha ficha limpa, não sou um ser político, mas policial. Se eu entrar neste meio não quero ser mais um, quero contribuir. Se eu for para a Câmara Federal eu serei mais um entre 500. No senado, não. Sou pré-candidato, se eu tiver legenda vou disputar”, colocou.

     Pinto de Luna disse que quer ser “uma opção” e que tem feito de tudo para que não se confundam os interesses políticos, com a atividade policial, “tanto que pediu a saída da superintendência da Polícia Federal e aguarda a saída oficial do cargo”. Pinto de Luna disse que pretende – ao sair da superintendência – continuar em Alagoas, como ainda não chegou o tempo da aposentadoria, nem do desligamento por conta das eleições, ele pretende trabalhar como delegado no Estado.

     Quanto aos deputados, o superintendente lamentou o retorno, mas disse que já se exauriu o inquérito na esfera policial e que agora a questão é com a Justiça. “Foi uma infeliz coincidência, a meu ver”, colocou, ao avaliar o retorno, justamente no momento em que ele pede a saída da superintendência para sair candidato.

Partido

    José Pinto de Luna disse que avalia agora em qual partido deve ingressar para concorrer ao cargo de senador. “Eu tenho simpatia pelos partidos de esquerda”, frisou. Luna cogita legendas como PSOL, PT, PSB, PDT, ou até mesmo o PCB, com quem já tem uma reunião agendada. “Eu ia sair de todo jeito da Polícia Federal porque brigo pela minha aposentadoria. Eu tinha o plano de me aposentar e sair por aí velejando, mas surgiu esta outra opção de ingressar na política. Alagoas está me dando esta oportunidade. De todo jeito, eu caio pra cima. Se for candidato e perder, vou ser feliz. Se ganhar vou ser feliz. Agora, não posso é misturar as coisas”, colocou.

     “Como político posso fazer coisas que como delegado não pude”, destacou. José Pinto de Luna disse que pode, inclusive, puxar várias Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) estando no Senado Federal. “É uma contribuição”, colocou.

 


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