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Inflação controlada leva Copom a manter estáveis as taxas de juros

09/09/2009


Inflação controlada leva Copom a manter estáveis as taxas de juros

 

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) ficou em 0,20% no fechamento de agosto, variação que representa uma redução de 0,01 ponto percentual em comparação a terceira prévia do mês. Esse resultado foi o menor desde a quarta semana de junho, período em que o IPC-S havia atingido 0,12%.

 

No período, o único grupo que aumentou o ritmo de alta foi alimentação, que fechou em 0,40%, influenciado pelos preços de hortaliças e legumes, que subiram em 3,35%. Mas a principal contribuição para o resultado foi do grupo habitação, que teve um decréscimo de 0,10 ponto percentual, passando para 0,34%.

 

Três grupos apresentaram taxas negativas e entre eles a queda mais expressiva ocorreu em vestuário (-0,98%). Em educação, leitura e recreação, a taxa passou de -0,04% para -0,01%, indicando movimento de recuperação de preços. Nesse caso, a taxa foi pressionada pelos livros em geral que estavam em baixa de 0,56% e passou para -0,23%.

 

O mesmo foi verificado em despesas diversas com deflação de 0,02%, puxada pelo aumento na mensalidade dos serviços de TV por assinatura (0,95%). Foram registrados ainda índices positivos, porém, abaixo da pesquisa anterior nos grupos saúde e cuidados pessoais (0,03%,  ante 0,10%) e transportes (0,21% ante 0,31%).

 

Juros estáveis

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, responsável pelo controle da taxa de juros no país (utilizada para monitorar os índices inflacionários), inicia na tarde desta terça-feira a sexta reunião do ano para definir a taxa Selic. Nesta quarta-feira, o colegiado volta a se reunir e anuncia a decisão.

 

Neste ano, houve corte de 5 pontos percentuais nos juros, que está atualmente em 8,75% ao ano. Segundo analistas do mercado financeiro, consultados pelo Banco Central, não deve haver mais redução dos juros básicos neste ano. Em 2010, no entanto, os analistas acreditam que haverá elevação da Selic, que deve chegar ao fim do período em 9,25% ao ano.

 

O BC usa a Selic para controlar a inflação e cabe à autoridade monetária perseguir a meta de 4,5% para este e o próximo ano. Essa meta, definida com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite inferior é de 2,5% e o superior é 6,5%.

 

Os analistas esperam que neste ano o IPCA fique em 4,29% e em 4,30% em 2010, portanto abaixo do centro da meta.


Fonte: Correio do Brasil

 

 


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