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Lula diz que proposta para acabar com greve dos Correios é razoável

23/09/2009


     Em visita ao Rio Grande do Sul para lançar a obra de duplicação da BR-448, na região metropolitana de Porto Alegre, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu as críticas que recebeu de um grupo de funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos), que estão em greve desde a última terça-feira.

     O grupo esteve presente na solenidade de assinatura da ordem de serviço para o início das obras, com faixas em protesto contra o presidente. Enquanto Lula falava, os manifestantes gritavam: "Carteiros, na rua, Lula, a culpa é sua".

     Lula rebateu: "A proposta para os Correios é razoável e eu acho que a vanguarda deveria se curvar diante da vontade da maioria, porque a assembleia que decidiu pela greve não tinha mais que cem pessoas lá em Brasília. Eu conheço essa história. Eu conheço lideranças covardes que são capazes de gritar greve e não são capazes de dizer que está na hora da gente voltar a trabalhar".

     O Comando Nacional de Greve informou que 27 dos 35 sindicatos representativos dos empregados rejeitaram a proposta de reajuste imediato de 9% e aumento linear de R$ 100, a partir de janeiro de 2010, oferecida pela empresa. O acordo valeria por dois anos, com o compromisso de não haver desconto dos dias parados se os empregados retornassem ao trabalho. Hoje, a Empresa de Correios e Telégrafos resolveu recorrer ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) contra a greve.

     O presidente disse ainda que houve ganho salarial para a categoria em seu governo e que não há razão para o movimento grevista. "Os companheiros dos Correios sabem que praticamente no meu governo nós dobramos o valor salário. Portanto, é importante que a vanguarda do movimento, em nome das diferenças políticas, não levem os trabalhadores e as trabalhadoras a prejuízos salariais, porque na hora que começar a descontar o dia, as pessoas vão perceber que o sonho de querer tudo termina não tendo nada", disse o presidente.

     "O bom dirigente sindical é aquele que tem coragem de começar uma greve, mas tem coragem de acabar a greve quando ele percebe que está pronto para a acabar a greve. Aquele dirigente sindical que faz uma greve e depois não sabe como acabar, fica pedindo aquilo que está além das possibilidades, apenas para dizer que vai continuar a greve, pode levar os trabalhadores a prejuízos enormes no final das contas", afirmou.

     No palanque estavam políticos do PT que vieram do movimento sindical e que foram citados pelo presidente. "Aqui neste palanque tem alguns dos melhores dirigentes sindicais que este país já teve", disse Lula, citando o senador Paulo Paim, que dirigiu o Sindicato dos Metalúrgicos de Canoas, município da Grande Porto Alegre, e o ex-ministro das Cidades Olívio Dutra, que dirigiu o Sindicato dos Bancários do Rio Grande do Sul.

     Durante todo discurso de Lula, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o presidente. De acordo com o comando nacional de greve, dos 35 sindicatos da categoria 29 estão em greve e que todos os requisitos da lei de greve estão sendo cumpridos. A categoria pede reajuste salarial de 41,03% e aumento de R$ 300 no piso da categoria, vale-alimentação de R$ 30 e auxílio cesta básica de R$ 250, além de redução da jornada de trabalho e contratação de mais servidores por concurso.


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