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Infecções intestinais aumentam 30% no verão

28/12/2009


 

 

     É no verão que bactérias, fungos e vírus encontram um ambiente mais propício para se reproduzirem. Do final de dezembro ao início de janeiro, há um aumento de 30% dos casos de infecções gastrointestinais, de acordo com Maria Bernadete de Paula Eduardo, diretora da divisão de doenças de transmissão hídrica e alimentar da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. As causas são variadas: alimentos crus contaminados por bactérias, pratos preparados de forma inadequada e água contaminada. Com o aumento do calor e da umidade, os micro-organismos se proliferam com mais facilidade e as pessoas ficam mais expostas a micoses, inflamações e doenças gastrointestinais. Crianças e idosos devem ter mais atenção, pois podem se desidratar facilmente e de forma mais grave.

     Um estudo da Secretaria de Estado da Saúde aponta que 27% dos surtos de intoxicação alimentar registrados no Estado de São Paulo estão relacionados ao consumo de alimentos preparados em casa. Procure seguir as dicas apontadas pelos especialistas para evitar problemas nesta estação.

Água Contaminada – Pode causar infecções gastrointestinais e transmitir o vírus da hepatite A. Especialistas ainda recomendam não consumir nenhum produto de barraca ao ar livre onde não haja água para lavar utensílios e alimentos.

Alimentos Crus – Ostras, mariscos e peixes devem ser imediatamente congelados depois de tirado do mar, para não serem contaminados por bactérias causadoras de gastroenterites ( infecções do aparelho digestivo ).

Comida Cozida – Alimentos mantidos em temperatura ambiente por longo tempo depois de cozidos, assados ou fritos, também são fonte de contaminação. Tome cuidado com produtos de origem animal, como carnes e ovos.

Sanduíche Natural – A utilização de maionese feita com ovo cru ou mal cozido, pode transmitir Salmonela, bactéria responsável por infecção grave, que, em alguns casos, pode se espalhar pela corrente sanguínea.

Bebidas – evite beber diretamente de latinhas e garrafas – elas podem estar com a superfície contaminada.

 

 

 

Mariana Versolato

Colaboração para folha de S.Paulo




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