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Lula - O Filho do Brasil é uma aula de sindicalismo para lideranças e trabalhadores

02/01/2010

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Em Maceió, sob os aplausos emocionados de toda a platéia no final da apresentação, a cinebiografia do presidente Lula foi vista, no dia 1º de janeiro, no Cine Maceió, com sessões às 16h, 18h40 e 21h20. Já, a partir deste sábado, os horários são 13h20, 16h, 18h40 e 21h20.

Baseado em livro homônimo da jornalista Denise Paraná, que co-assina o roteiro com Fernando Bonassi e Daniel Tendler, o filme percorre a trajetória de Lula desde a infância, saindo de Caetés (PE) em pau-de-arara, em 1952, com a mãe, dona Lindu (Glória Pires), e irmãos, rumo a Santos (SP).

Na Baixada Santista, reencontram o pai, Aristides (Milhem Cortaz), alcoólatra e violento, que anos depois é abandonado por dona Lindu. Em seguida, ela e os filhos mudam-se para São Paulo, depois São Bernardo do Campo. Nessa cidade, Lula (na fase adulta, interpretado pelo estreante em cinema Rui Ricardo Diaz) tornou-se operário e sindicalista, antes de entrar para a política.

É visível que o foco da história está no indivíduo Lula, procurando-se uma abordagem emotiva, que coloca em primeiro plano suas relações familiares com três mulheres - além da figura forte da mãe, sua primeira mulher, Lourdes (Cléo Pires), que morreu grávida de oito meses, e a segunda, Marisa Letícia (Juliana Baroni).

Melodrama épico

Com orçamento estimado em 17 milhões de reais - entre custos de produção e lançamento - que, segundo os produtores, foram bancados por diversos patrocinadores privados, sem recurso a leis de incentivo, e cujos nomes e logotipos aparecem nos letreiros iniciais, "Lula - O Filho do Brasil" tem visivelmente uma produção técnica de primeira linha.

O uso do filme como instrumento político ou de campanha eleitoral pelo atual governo, que tem causado artigos em diversos órgãos de imprensa pelo país, não preocupa os realizadores.

"Quis fazer um melodrama épico, nada além disso", declarou o diretor Fábio Barreto, durante o Festival de Brasília. Seu pai, o produtor Luiz Carlos Barreto, por sua vez, opinou: "Este filme não tem nenhum sentido eleitoreiro e sim didático".

Na fase internacional, o filme será um dos destaques da próxima edição do Festival de Valladolid, um dos mais tradicionais da Espanha. O evento terá uma mostra de filmes brasileiros, de acordo com o site da "Variety", especializado em cinema.

Por abordar uma parte da história do movimento sindical brasileiro, mais precisamente a fase conhecida por novo sindicalismo (décadas de 1970 e 1980), tempo no qual também surge o movimento sindical dos Correios por todo o Brasil e especialmente em Alagoas, o Sintect-AL recomenda que todas as lideranças sindicais e demais trabalhadores vejam o filme, que sem sombra de dúvidas poderá levar a uma reflexão sobre a atuação e o papel da categoria no movimento sindical ecetista. Vale a pena conferir.

 

Fonte: Reuters (texto adaptado)

 


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