09/01/2010
Funcionários do Hospital São Sebastião, da Unimed, reforçaram uma denúncia ao Sindicato dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Alagoas (Sateal) contra o hospital. De acordo com os funcionários, as demissões de 15 pessoas ocorridas no mês de dezembro do ano passado, acarretaram numa sobrecarga para os demais profissionais.
Além do intenso ritmo de trabalho, os funcionários denunciaram ainda que após cortes de convênios com outras unidades hospitalares, os usuários do plano de saúde estão se dirigindo à sede, o que aumenta o número de pacientes. Eles reclamam que não há pessoal suficiente para atender a demanda.
O sindicato afirma que a recomendação do Ministério da Saúde (MS) é para que haja 10 funcionários para cada leito, o que não acontece na Unimed. “A média em alguns locais do país é de 6,6 por leito, mas agora, principalmente depois das demissões, são apenas quatro. Eles estão enxugando o quadro de funcionários e isso está prejudicando a todos, que estão sendo ‘obrigados’ a trabalharem numa carga horária superior”, diz um funcionário.
“A situação está ficando séria, como se não bastasse ter a direção pressionado, ainda recebemos muita reclamação dos usuários”, desabafou um dos funcionários, que não quer ter o nome identificado com medo de mais ameaças.
Segundo ele, que preferiu não se identificar, após um plantão noturno de 12 horas, às vezes são obrigados a ficar durante a manhã seguinte. “Nós vamos trabalhar esperando cumprir uma carga horária de 6 horas, quando recebemos a escala, descobrimos que será um plantão de 18 horas corridas, isso depois de já ter dado um plantão de 12 no dia anterior”, fala indignada uma técnica de enfermagem do hospital.
“Isso prejudica não apenas nós, os funcionários, mas também os pacientes. Se eles estão ali é para receberem cuidados e como podemos tratá-los de forma adequado trabalhando de forma tão intensa?”, questiona outro funcionário.
A categoria explica que atualmente a Unimed conta com 100 mil usuários e que o hospital não tem capacidade física para atender a demanda. “Imagine se 5% dos usuários se dirigirem no mesmo dia para atendimento. Se qualquer pessoa chegar ao hospital vai perceber o caos que aquilo está. A recepção parece atendimento do SUS. O que falta ali é material humano”, afirma.
De acordo com o funcionário, a insatisfação dos usuários pode ser constatada no local. “Muita gente que chega querendo atendimento não quer esperar. A gente se sente até ameaçado. A reclamação é total”, disse.
Fonte: http://www.cadaminuto.com.br/noticia/2010/01/08