18/02/2010
Saiba mais sobre o “estresse pós-Traumático”
O Transtorno do Estresse Pós-Traumático entre os funcionários de instituições financeiras foi, aliás, o tema da tese de Othon Vieira Neto, professor da Faculdade de Psicologia da FMU e um dos criadores do Foccus – Núcleo de Psicologia Aplicada, que atende a vítimas de violência.
Foi em meados dos anos 90 que Vieira Neto teve sua atenção voltada para o transtorno. Funcionário do Banco do Brasil – onde trabalhou de
Percebeu então que os sintomas eram semelhantes aos de uma doença pouco conhecida identificada nos veteranos da Guerra do Vietnã e descrita pela primeira vez como Transtorno do estresse Pós-Traumático pela Associação Psiquiátrica Americana, em 1980.
A doença pode se manifestar logo após o incidente ou até cinco anos depois.
Na fase mais crítica, o doente tem reações de alarme exageradas, pensamentos intrusivos, afeto instável, tendência a se isolar, estado de excitação crônica, distúrbios no sono e medo de “ficar louco”. Ansiedade e depressão freqüentemente levam a idéias de suicídio.
Como evento é repetidamente revivido de uma das seguintes maneiras:
• Recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas do evento;
• Sonhos aflitivos e recorrentes com o evento;
• Agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente (inclui um sentimento de revivência da experiência, ilusões, alucinações e episódios de flash-backs dissociativos, inclusive aqueles que ocorrem ao despertar ou quando intoxicado);
• sofrimento intenso quando da exposição a indícios que lembram o evento traumático;
• Reação fisiológica à exposição a indícios que lembram algum aspecto do evento;
Fuga de estímulos associados com o trauma e entorpecimento da responsividade geral, indicados por três ou mais dos quesitos:
• Esforço para evitar pensamentos, sentimentos ou conversas sobre o trauma;
• esforço para evitar atividades, locais ou pessoas que lembrem o trauma;
• Incapacidade de recordar algum aspecto importante do trauma;
• Redução do interesse em atividades significativas;
• Sensação de distanciamento em relação a outras pessoas;
• Faixa de afeto restrita (por exemplo, incapacidade de sentir carinho);
• sentimento de um futuro abreviado (por exemplo, não espera ter uma carreira profissional, casamento, filhos).
> Excitabilidade aumentada, indicada por dois ou mais dos quesitos:
• Dificuldade em conciliar ou manter o sono;
• Irritabilidade ou surtos de raiva;
• Dificuldade em concentrar-se;
• Hipervigilância;
• Resposta de sobressalto exagerada.
’A perturbação causa sofrimento significativo ou prejuízo em áreas importantes da vida da pessoa.’
Wander Élson
Fonte: internet