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Saúde e Condições do Trabalho

18/02/2010

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Saiba mais sobre o “estresse pós-Traumático”

 

 

 

 

O Transtorno do Estresse Pós-Traumático entre os funcionários de instituições financeiras foi, aliás, o tema da tese de Othon Vieira Neto, professor da Faculdade de Psicologia da FMU e um dos criadores do Foccus – Núcleo de Psicologia Aplicada, que atende a vítimas de violência.


Foi em meados dos anos 90 que Vieira Neto teve sua atenção voltada para o transtorno. Funcionário do Banco do Brasil – onde trabalhou de 1977 a 2001 e de quem hoje é consultor para tratamento e prevenção do TEPT –, grande parte de seus pacientes na época eram colegas de agências assaltadas. O psicólogo espantava-se com seu sofrimento.

Percebeu então que os sintomas eram semelhantes aos de uma doença pouco conhecida identificada nos veteranos da Guerra do Vietnã e descrita pela primeira vez como Transtorno do estresse Pós-Traumático pela Associação Psiquiátrica Americana, em 1980.

A doença pode se manifestar logo após o incidente ou até cinco anos depois.

 

Na fase mais crítica, o doente tem reações de alarme exageradas, pensamentos intrusivos, afeto instável, tendência a se isolar, estado de excitação crônica, distúrbios no sono e medo de “ficar louco”. Ansiedade e depressão freqüentemente levam a idéias de suicídio.



Como evento é repetidamente revivido de uma das seguintes maneiras:


• Recordações aflitivas, recorrentes e intrusivas do evento;

 

• Sonhos aflitivos e recorrentes com o evento;

 

• Agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente (inclui um sentimento de revivência da experiência, ilusões, alucinações e episódios de flash-backs dissociativos, inclusive aqueles que ocorrem ao despertar ou quando intoxicado);


• sofrimento intenso quando da exposição a indícios que lembram o evento traumático;


• Reação fisiológica à exposição a indícios que lembram algum aspecto do evento;


Fuga de estímulos associados com o trauma e entorpecimento da responsividade geral, indicados por três ou mais dos quesitos:


• Esforço para evitar pensamentos, sentimentos ou conversas sobre o trauma;


• esforço para evitar atividades, locais ou pessoas que lembrem o trauma;

 
• Incapacidade de recordar algum aspecto importante do trauma;

 
• Redução do interesse em atividades significativas;


• Sensação de distanciamento em relação a outras pessoas;

 
• Faixa de afeto restrita (por exemplo, incapacidade de sentir carinho);


• sentimento de um futuro abreviado (por exemplo, não espera ter uma carreira profissional, casamento, filhos).

 

> Excitabilidade aumentada, indicada por dois ou mais dos quesitos:

 
• Dificuldade em conciliar ou manter o sono;


• Irritabilidade ou surtos de raiva;


• Dificuldade em concentrar-se;

 
• Hipervigilância;

 
• Resposta de sobressalto exagerada.

 

A perturbação causa sofrimento significativo ou prejuízo em áreas importantes da vida da pessoa.’

 

Wander Élson

 

Fonte: internet

 


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