08/04/2010
A presença do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região impediu na manhã desta segunda-feira (5) que o Bradesco forçasse a abertura da agência do banco na Avenida Braz Leme, em Santana (zona norte), palco de tiroteio e morte na tarde da última quinta-feira (1º).
"Se não estivéssemos ali, a direção do banco teria forçado a abertura, mesmo com os funcionários abalados, com marcas de tiros pelas paredes e com a fachada avariada pelo tiroteio", diz o diretor do Sindicato Marcos Antonio do Amaral, o Marquinhos, que chegou ao local antes das
A psicóloga do Bradesco só chegou à agência por volta das
Garantia - Após a pressão do Sindicato dos Bancários de São Paulo, a Gerência Regional do Bradesco garantiu que os funcionários da agência seriam todos dispensados (incluindo aí o pessoal terceirizado, como os responsáveis pela limpeza). O banco estava programando a abertura da agência na parte da tarde, mas com funcionários deslocados de outras agências.
"Exigimos também do Bradesco a emissão de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), que garante a responsabilização do banco por problemas psicológicos que podem vir a se manifestar nos bancários que foram vítimas do assalto", explica o dirigente sindical.
Sobre a situação da agência para os próximos dias, Marquinhos disse que a responsabilidade fica por conta da psicóloga do banco. "Contamos com a avaliação da profissional designada para analisar a situação psicológica dos bancários e definir se têm condições emocionais para trabalhar amanhã ou depois. A responsabilidade sob esta decisão e suas conseqüências é exclusivamente do banco e da psicóloga".
Fonte: Agência Brasil