14/04/2010
A caótica situação dos trabalhadores dos Correios chegou ao limite. Um carteiro foi agredido na rua por um morador revoltado com os atrasos nas correspondências no dia 29/03. O ecetista foi agredido pelas costas e o pior só não aconteceu pela ajuda de uma senhora que pediu por ele.
O trabalhador X - resguardaremos seu nome - chegou na sua unidade para mais um dia de serviço, de onde saiu para entregar as cartas. Em uma das ruas que costuma passar foi abordado por uma pessoa, que reclamou das entregas.
O carteiro, então, esclareceu que as cartas já chegam atrasadas nas unidades e que hoje faltam ecetistas para cumprir a função. Após a explicação, o funcionário X continuou suas entregas. Infelizmente, mais adiante ele foi agredido pelo mesmo morador, um sargento da Marinha. A situação só não foi pior porque uma senhora que passava no local pediu para que o agressor parasse de bater nele.
Após a agressão o carteiro procurou a Polícia Federal, que registrou o delito e fez a ocorrência. A PF foi ao local e prendeu o agressor, solto após prestar esclarecimentos. O inquérito foi aberto e a PF vai buscar esclarecer o caso.
O Sindicato vem comunicando essa questão para a empresa e tem denunciado também pela imprensa. Muitas ameaças já ocorreram, pois a população ainda não compreendeu que a culpa não é do trabalhador, mas da direção da ECT. O Sindicato teme que isso ocorra novamente em outros lugares, a polícia já esteve inclusive nas unidades para conter a população.
Para o diretor França, que acompanha o caso, a direção da ECT deve ter uma posição firme para solucionar este problema, de forma que os trabalhadores possam cumprir sua função com dignidade e respeito, sem medo de agressão nas ruas, como sempre houve entre os trabalhadores e a sociedade.
Fonte: Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro
Comentários:
Fora os xingamentos e assaltos nas ruas que se tornaram constantes no cotidiano dos carteiros há alguns anos, alguns casos de agressão física vêm acontecendo em várias partes do Brasil por causa do atraso de entrega de correspondências.
Enquanto isso o Diretor de Gestão de Pessoas da ECT manda cartinha para todos os funcionários falando sobre absenteísmo. Ora, todo mundo sabe que o alto índice de afastamento se dá por conta da sobrecarga de trabalho (alguns sabem mas fingem não saber), sem falar na questão do PDV que aumentou esse problema.
Quando um diretor da empresa vem admitir que a ECT funciona a 70% é porque o problema é muito mais sério do que se imagina.
Vamos continuar lutando para que esse grupo que dirige os Correios volte para o lugar de onde nunca deveriam ter saído e as condições de trabalho dos ecetistas sejam melhoradas.
Senhores Custódio, Bifano e Cia, e todos que os apóiam, aguardamos carta com anúncio de contratação de pelo menos 10.000 trabalhadores no Brasil imediatamente e/ou outra com o anúncio da saída de vocês.
Saudações Sindicais,
James Magalhães
Secretário de Comunicação-Sintect-AL