01/05/2010
Por mais um ano, os trabalhadores ecetistas têm que comemorar o 1º de Maio sob intensas críticas a administração nacional e local dos Correios. A crise administrativa na empresa continua gerando, dia após dia, sobrecarga, baixos salários, péssimas condições de trabalho e o sucateamento da ECT. Os trabalhadores que sobrevivem com essas mazelas sofrem as conseqüências das políticas adotadas pelos Correios, ditas de descaso e abandono, e que implicam no desrespeito às conquistas trabalhistas e sociais, na precarização do emprego e na privatização dos serviços postais. Tudo para garantir mais e melhores lucros para si e para o governo.
Entretanto, além de produzirem sofrimento para os trabalhadores, essa política de precarização da ECT, condenada pela Fentect e pelo Sintect-AL, está se revelando incapaz de garantir até a estabilidade econômica, como fica claro com a perda de clientes, o engessamento operacional e o engodo do concurso público utópico.
Esse fracasso dos Correios não é, contudo, um episódio isolado, mas revela toda a incapacidade de gerenciamento administrativo que continua a se desenvolver e a se reproduzir em Brasília e Alagoas. Ao precarizar a mão-de-obra produtiva reduzindo drasticamente o número de trabalhadores e outros "investimentos", a Empresa cava sua própria sepultura, pois elimina a possibilidade de sua produção encontrar saída suficiente no mercado. Daí a especulação dos concorrentes e as crises cada vez mais frequentes dentro da ECT. Por isso mesmo, não basta apenas lutar contra a incompetência administrativa nos Correios, é preciso compreender que a vida, a saúde e a felicidade dos ecetistas dependem da deposição dos gestores inconsequentes, e da construção de uma nova empresa onde todos os conhecimentos e capacidade de produção dos trabalhadores estejam voltados para a satisfação das necessidades humanas, e não, apenas, para o lucro.
Por isso mesmo, o Sintect-AL age de todas as formas para que as lutas dos trabalhadores não se fragmentem em inúmeros combates de categorias e setores que, isolados, têm poucas chances de obterem conquistas, por menores que sejam. É preciso unificar todas as lutas dos trabalhadores, num movimento que, partindo da resistência aos ataques dos grupos conservadores da ECT, passe para o ataque por abaixo ao conservadorismo e a incompetência administrativa.
Nós, trabalhadores militantes do movimento sindical, dizemos francamente que a luta será dura e demorada, que estamos metidos numa verdadeira guerra contra o descaso nos Correios, e que não nos cabe defender nenhum princípio desta administração que nos esmaga. Lutamos, por exemplo, contra todas as modificações maléficas do projeto de “modernização” dos Correios e de nosso Plano de Cargos, Carreiras e Salários, porque através deles querem revogar várias conquistas importantes dos trabalhadores. Sabemos que a Empresa dispõe de um instrumento preparado antes de tudo para legalizar a exploração e a opressão que sofremos, e para garantir a propriedade, a segurança e o lucro dos que nos exploram e nos oprimem. Precisamos resistir e resistiremos! Que ninguém ouse duvidar da nossa capacidade de luta!
Neste 1º de Maio, a todos os companheiros e companheiras, FELIZ DIA DO TRABALHADOR!