04/06/2010
Até o momento, ainda permanece a dúvida com relação aos valores da PLR recebidos pelos "iluminados" da ECT, se foi 16 mil ou 40 mil. Se analisarmos o Ofício 497/2010 enviado pelo Bifano a Federação, no tópico 3, fica subtendido que o valor pago a eles foi de 40 mil, pois, o Digep insinua que o teto oferecido de 2 vezes o maior salário da tabela fora negado pela Comissão.
Na verdade, além das negociações ainda estarem em continuidade, o próprio Bifano não havia entregue nenhum documento com valores consistentes, afirmando ainda que estava dependendo de aprovação do Dest e Redir. Fora que ainda não haviam fechado o balancete de 2009 (pasmém!). Além do que, a comissão defendeu a linearidade para todos os trabalhadores, seguindo orientação da Plenária Nacional.
É importante deixar claro para a categoria que, de forma maliciosa, a ECT chamou de última hora a Fentect para uma reunião com menos de 24 horas (no dia 01/06 para o dia 02/06), o que se tornou impossível já que nem todos os diretores estavam em Brasília. O engraçado é que quando foi pedida liberação para a Comissão do PCCS se reunir com o Ministro do TST, recentemente, com ônus para a Fentect, a ECT numa atitude inédita NEGOU.
Sei que de forma consensual, negociação da PLR/2009 já era. A empresa depositou nas contas como ela quis, é fato. Mas ficamos no mínimo curiosos agora para saber qual vai ser a alegação da ECT perante o Procurador do Trabalho, Cristiano Paixão, de Brasília, na reunião agendada para o dia 08/06.
Se a Federação levar, conforme pedido do próprio procurador, pelo menos como foi paga a PLR da Caixa Econômica, em que a diferença entre menor e maior valor não passaram de 8 vezes, qual a atitude dele juridicamente falando?
Sei que muitos falarão que não vai dar em nada, certo! Mas é a primeira vez em que um procurador estava acompanhando as negociações e veremos como será o seu senso de Justiça.
é secretário de Comunicação do Sintect-AL
Confira os informes originais emitidos pela Federação referentes ao tema: