A ECT – Correios e Telégrafos já foi uma das empresas mais respeitadas no Brasil. Não é mais. As causas? Todos os indícios levam a péssima gestão dos diretores indicados pelo PMDB.
O fisiologismo político fez da ECT um dos quintais de atuação do PMDB. A presidência da empresa e 3 das principais diretorias são indicações do maior partido da base de apoio ao governo e não são funcionários de carreira. Caíram de paraquedas na empresa e os resultados são péssimos. Outras 3 diretorias são indicações do PT, com funcionários de carreira da empresa. Entre eles parece haver uma guerra que prejudica a empresa além de uma enorme insatisfação do quadro de funcionários, mais de 100 mil profissionais. Como consequência os clientes é que sofrem com o declínio da qualidade dos serviços prestados.
Vale ressaltar que o fundo de pensão dos funcionários da ECT, o Postalis, é controlado por um grupo ligado ao presidente do Senado, José Sarney. O atual presidente é Alexej Predtechensky indicado por Edson Lobão, fiel escudeiro de Sarney. Alexej era sócio de Marcio Lobão, um dos filhos do ex-ministro de Minas e Energia, numa revenda de carros BMW em Brasília. E o Postalis está em crise, a ECT terá que cobrir um rombo de R$ 1.430.000.000,00 em seu caixa. Por “coincidência” o Postalis fez enormes investimentos em empresas de energia. A Polícia Federal mapeou, na Operação Faktor, antiga Operação Boi Barrica, o tráfico de influência de Fernando Sarney, filho de José Sarney, no setor elétrico brasileiro.
Ao puxar o fio do novelo deste imbroglio temos fortes indícios de um dos exemplos que o preço do PMDB ao governo é, além de salgado, um bocado indigesto.
E quem paga a conta? De um lado o povo brasileiro, ao perder os bons serviços da ECT. De outro mais de 100 mil funcionários da empresa que sofrem com sobrecarga de trabalho e defasagem de seus salários.
Fonte: Panorama
Colaboração: Altannes Cleidy/Secretário Geral do Sintect-AL