04/08/2010
Recém empossado, novo presidente revelou que a data anunciada por antiga diretoria coloca em risco a qualidade de seleção
O presidente dos Correios, David José de Matos, adiou novamente a data do concurso para a seleção de 6.565 funcionários, marcado para 19 de setembro. Matos, que assumiu a presidência na segunda-feira, atribuiu a decisão à complexidade da seleção, que tem mais de um milhão de inscritos.
A seleção é necessária para recompor o quadro de funcionários da estatal e melhorar a prestação de serviços, em especial a distribuição de correspondência. Do total de vagas, 5.344 são para carteiros.
Como as inscrições foram realizadas pela própria estatal, o dirigente justificou que a organização do processo seletivo, incluindo a elaboração de provas, a contratação de fiscais e a locação de prédios, exigirá mais tempo que o prazo determinado anteriormente. A Fundação Cesgranrio, empresa escolhida para aplicar as provas, assinou contrato com os Correios há apenas duas semanas.
Matos classificou a data anunciada pela antiga diretoria da estatal, demitida pelo governo no final de julho, como “tremendamente perigosa” e também alegou questões de segurança para adiar a aplicação das provas.
– É uma data que coloca em risco a qualidade do concurso. Estou bastante preocupado com isso – disse Matos, em entrevista a Zero Hora.
Segundo o dirigente, a decisão será encaminhada à Casa Civil para o governo discutir uma nova data para a realização das provas. Além da logística necessária para o concurso, Matos teme impedimentos legais. A empresa, diz, não pode correr o risco de enfrentar anulações ou impugnações sob pena de agravar a situação crítica da distribuição postal no país.
A Cesgranrio informou que publicará um novo cronograma no Diário Oficial da União e que divulgará na imprensa e em seu site as datas para a seleção dos Correios, assim que forem definidas. Matos, porém, garantiu que o concurso será realizado neste ano.
Inicialmente a seleção estava prevista para ocorrer no início de 2010, antes de o calendário eleitoral impedir novas contratações de funcionários públicos. Pela lei eleitoral, entre 3 de junho e 31 de dezembro, União, Estados e municípios só podem contratar novos servidores em casos especiais.
Além do grande número de inscritos, que surpreendeu os Correios, houve demora na escolha de uma empresa especializada para realizar o concurso.
Fonte:www.zerohora.com.br(04/08/2010)
Até o momento, não tem nenhuma informação no site dos Correios, muito menos no site da Cesgranrio.
O mais curioso disso tudo é que ontem saiu a seguinte informação:
MPF na Justiça contra concurso na ECT
O MPF pretende abrir ação civil pública para apurar as irregularidades no concurso público da Empresa de Correios e Telégrafos, para o qual foi contratada a Cesgranrio com dispensa de licitação.O ministro José Arthur Filardi (Comunicações) continua bancado o concurso, e apóia a escolha da Cesgranrio. Os Correios, mesmo com a sua nova direção, ainda estão devendo à opinião pública sobre o concurso público sobre o qual pesam diversas irregularidades. O último ato do ex-presidente Carlos Henrique Custódio foi assinar o contrato com a Cesgranrio, acusada pela auditoria interna da ECT de uma série de irregularidades num documento de 17 páginas. Não foi encerrada a sindicância iniciada em 2008 para apurar as irregularidades. A Cesgranrio levou um contrato de R$ 26 milhões para realizar o concurso, quando o correto seria um pregão eletrônico. Nem com a mudança da diretoria o mal foi sanado na ex-empresa modelo.
Fonte:www.claudiohumberto.com.br(03/08/2010)
Lamentável!!! Demoraram tanto tempo para organizar esse concurso e ainda fazem tanta lambança assim. A informação desse documento de 17 páginas bate exatamente com uma divulgada há mais de um mês de que esse documento exista, comprometendo a gestão de Carlos Henrique Custódio e Pedro Bifano.
O novo presidente da ECT deve ter tido motivos fortíssimos, além dos divulgados, para adiar a data das provas. O tempo dirá se tinha razão ou não.
Se o Presidente Lula tivesse nos ouvido em 2008, ou muitos gestores não tivessem nos criticado tanto por pedir a saída do Custódio e ficassem do lado dos trabalhadores, cobrando já naquela época as contratações, talvez nada disso estivesse acontecendo.
Sabe-se que tem um grupo de inscritos que já pedem na justiça a devolução do dinheiro e por outro lado o MPF entra com essa ação civil para apurar irregularidades
A verdade é a seguinte: a desculpa de que,abrir as inscrições do concurso antes de escolher a organizadora,seria para baixar custos acabou custando caríssimo para a imagem da ECT.
Saudações,
James Magalhães
Secretário de Comunicação/Sintect-AL