02/11/2010
É agonizante a situação do concurso dos Correios marcado para o dia 28 de Novembro que está sem organizadora, na qual a sua contratação foi sustada através de liminar concedida por um Juiz Federal de Brasília no último dia 18 de Outubro a pedido do Ministério Público Federal.
Mais agonizante ainda é a situação de muitos trabalhadores dos Correios pelo Brasil afora que sofrem com a sobrecarga de trabalho há muito tempo.
Mas alguém ainda acredita mesmo que este concurso, nestes moldes, irá acontecer? Ou já podemos dizer neste dia de finados que este concurso, infelizmente, já morreu?
Se sim, é preciso deixar bem claro que não é uma "morte súbita" foi uma "morte anunciada", afinal foram inúmeras as vezes que os Sindicatos cobraram da Direção da ECT que agilizasse esse concurso, que nasceu doente nas mãos do Sr. Bifano e não teria outro fim.
Com as denúncias divulgadas pela Procuradora em sua Ação Civil Pública, ficaram expostas as chagas e mazelas do sofrível processo de "organização" do concurso, em que o principal organizador tentava enganar a sociedade, chegando a afirmar numa mega entrevista que, devido a magnitude e complexidade de um concurso nacional, iria até pedir "ajuda do Ministério Público para que nada desse errado"...que ironia, não pediu.
O que seria um remédio para sanar os problemas de atrasos de correspondências e sobrecarga de trabalho, se tornou um veneno que aos poucos se espalhou pelas veias de quem não merecia.
A morte deste concurso não é um fenômeno natural, é um fenômeno proposital, aplicado por uma meia dúzia que querem jogar na lama a credibilidade desta conceituada empresa, e assim justificar a sua entrega para setores que só visam o lucro. Ainda fazer crer para alguns desavisados que a quebra do monopólio é a saída...ledo engano.
Mas no dia de hoje não vamos acender velas para o concurso, vamos espantar os mortos-vivos iguais ao Bifano, Carlos Custódio, dentre outros que, apesar de terem saído da empresa ainda insistem em nos espantar como alguns zumbis que ficaram com suas lições de terror.
Espero, sinceramente, estar enganado e ter uma boa surpresa com a realização do mesmo, torcendo que o concurso ao invés de morto esteja com aquela doença rara chamada catalepsia e se levante antes de ser enterrado vivo.
Saudações,
James Magalhães
Secretário de Comunicação/Sintect-AL