04/11/2010
Termina nesta sexta-feira, 5, o prazo estipulado pelo Ministério Público Federal (MPF) do Distrito Federal para que os Correios respondam à recomendação de devolver a taxa de inscrição (R$30 para nível médio e R$60 para nível superior) para os candidatos que não desejam mais participar da seleção para 6.565 vagas. Paralelamente a isso, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasíia, ainda vai julgar o recurso da estatal contra uma ação civil pública que determinou a suspensão da contratação da Fundação Cesgranrio como organizadora.
Segundo o MPF, essa recomendação é para que os Correios devolvam a taxa para quem perdeu o interesse na seleção, independentemente das outras açõe s judiciais. A medida foi fruto de reclamações de diversos candidatos que se sentiram prejudicado com a demora na realização das provas, pois o edital foi divulgado em dezembro do ano passado.
E o atraso no concurso não prejudica somente os candidatos, mas também a empresa e os usuários. Segundo o secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect), José Rivaldo da Silva, há uma grande cobrança para que a questão seja resolvida.
Segundo Rivaldo, os Correios não estão sendo transparentes pois estão desrespeitando os trabalhadores que estão sobrecarregados e os candidatos. "Na nossa avaliação, seriam necessários mais 13 mil trabalhadores para amenizar essa situação", aponta o sindicalista.
Nos últimos três anos, a empresa não fez concursos frequentes para repor o fluxo de saídas de funcionários. Além disso, promoveu um plano de demissão voluntária que contou com a adesão de 5.587 participantes no ano passado. Com isso, os sindicatos apontaram um aumento da carga de trabalho dos funcionários que permaneceram na empresa.
O concurso reúne 1.064.466 inscritos em todo o país, sendo 107 mil no Estado do Rio de Janeiro, onde há 627 vagas.
FONTE: www.folhadirigida.com.br (04/11/2010)
COMENTÁRIO:
Inicialmente o Ministério Público deu 10 dias úteis para os Correios se pronunciar, o que acabaria ontem se contando após 19 de Outubro, dia da recomendação. Pelo jeito tiveram mais dois dias. Esperava-se que a Direção da ECT se pronunciasse pelo menos no seu informativo interno Primeira Hora dessa semana, dizendo que recorreu da decisão da liminar que sustou a organizadora do concurso e porque alimenta a ilusão de fazer o concurso no dia 28 do corrente a esta altura do campeonato, já que não atendeu a recomendação do MPF no COMEÇO DE SETEMBRO e pagou mais um preço alto.
Saudações,
James Magalhães
Secretário de Comunicação/Sintect-AL