07/01/2011
Três homens armados assaltaram a agência dos Correios de Jaraguá por volta das 12 horas e trinta minutos de hoje. Um dos bandidos, em trajes sociais, deu voz de assalto enquanto outro apontava uma pistola em direção ao segurança que não pode mais reagir e teve seu revolver calibre 38 apreendido pelos meliantes. Em seguida, funcionários e clientes foram trancafiados na tesouraria da agência e tiveram seus pertences recolhidos. Em entrevista, um dos clientes informou que levaram celular e relógio, além da quantia de R$ 720,00 que seria para pagamento de um boleto bancário na agência. “Um deles armado chegou a me agredir com a pistola, pois pensava que eu estava olhando para eles. No momento, pensei que iria morrer e só lembrava de minha filhinha que ficou em casa”. Finalizou emocionado.
Os valores roubados da agência não foram informados e embora o assalto tenha ocorrido no início da tarde, a Polícia Federal só chegou ao local três horas depois. Em conversa com um dos peritos, foi comunicado ao presidente do Sintect-AL, José Balbino, que o atraso da PF se deu devido a demora dos Correios em comunicar o assalto.
O curioso é que na rua em que a agência dos Correios está localizada existem três agências bancárias (Caixa Econômica, Banco do Brasil e Bradesco), mas os assaltantes optaram em adentrar a agência dos Correios porque a segurança é muito vulnerável. Não há porta giratória com detector de metais e só existe um segurança que nada pode fazer mediante a ousadia dos bandidos. Estes ao concluir o assalto, de forma irônica se dirigiram aos funcionários e clientes e se retiraram calmamente desejando Feliz Natal e Feliz Ano Novo.
Empregados da empresa, que pedem para não ser identificados, declararam que os Correios e o Bradesco não estão preocupados com os prejuízos por serem pequenos diante dos lucros obtidos com as transações do Banco Postal. E claramente afirmaram que a empresa pouco se importa com os traumas psicológicos dos funcionários e clientes. Portanto, a ECT fará de tudo para recorrer das ações judiciais do Sindicato e não investirão em segurança nas agências para não diminuírem os lucros obtidos com as transações bancárias.