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Usuários dos Correios sofrem com atraso na entrega de encomendas

19/01/2011

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Manaus - Atraso na entrega de encomendas e correspondências regulares como faturas de cartão de crédito no Amazonas, nos últimos dois anos, têm causado prejuízos aos usuários dos Correios no Estado.

Os motivos dos problemas nos serviços postais são o déficit de 200 funcionários e a necessidade de mais 50 veículos para realizar as entregas, aponta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos do Amazonas (Sintect/AM), Antônio Rufino.

A atriz Cristina Souza Umpierrez, 31, moradora do bairro Adrianópolis, zona centro-sul, desistiu de receber um tênis comprado na internet depois de 43 dias de espera da encomenda por Sedex. “A empresa onde comprei o tênis disse que os Correios do Amazonas estavam com problemas na entrega há algum tempo e não havia previsão para eu receber o pedido. Poderia demorar meses”, relata a atriz.

Ela teve um prejuízo de R$ 328 pois o produto estava com desconto temporário de 70%. “Apesar de ser reembolsada dos R$ 140 que eu tinha pago, fiquei no prejuízo. Depois o tênis voltou ao preço normal de R$ 468 e não pude mais comprar”, lamenta.

De acordo com o presidente do sindicato dos trabalhadores, os Correios do Amazonas possuem 1.430 funcionários, 109 motos e 43 carros comerciais leves e dois caminhões, totalizando 154 veículos, para fazer a entrega das mercadorias que não podem ser levadas pelo carteiro.

O representante dos empregados  afirma que a quantidade atual de veículos é insuficiente e permanece estagnada, desde 2008. “Precisamos de, no mínimo, 200 novos funcionários e mais 50 carros comerciais para as entregas. O problema não está na falta de voos para trazer as encomendas, o gargalo é na entrega aqui no Estado”.

Além da frota própria a estatal conta com 32 kombis alugadas da empresa Morais Machado e mais 19 kombis da  Transglobal Serviços (TGS). Ambas atuam no serviço de entregas dos Correios desde o início de 2008 e esta última trabalha sob contrato de prestação de serviços terceirizados, como informou Rufino.

De acordo com o presidente do sindicato, a maioria das capitais brasileiras possui a partir de duas centrais de distribuição. No Amazonas só existe uma central de distribuição e está localizada em Manaus. Ele defende que a contratação de novos empregados, aliada à compra de veículos e à abertura de mais dois pontos de distribuição resolveriam o problema do atraso na entrega.

O Sintect tem uma ação contra a direção dos Correios no Amazonas solicitando a contratação de exatamente 200 novos funcionários. O sindicato venceu a disputa judicial na primeira e segunda instâncias no Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM) e, desde 2008, aguarda análise do processo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, segundo Rufino.

A direção estadual dos Correios foi procurada, mas a reportagem não obteve retorno até o fechamento da edição.

FONTE: Portal d24am (16/01/2011)

Colaboração:  James Magalhães/Sec. de Comunicação/Sintect-AL


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