01/03/2011
Na manhã de 26 de fevereiro, representantes do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares no Estado do Maranhão (Sintect) realizaram manifestação em frente à principal agência dos Correios de Imperatriz, no Centro da cidade. O objetivo era alertar à sociedade sobre as condições precárias em que os Correios vêm funcionando.
Segundo o secretário adjunto do Sindicato, o carteiro Osvaldo Cruz, desde a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os Correios vêm sendo sucateados. Segundo ele, o motivo do descaso é a intenção de convencer a sociedade sobre a necessidade de privatizar o órgão. “Infelizmente, desde a gestão do [ex-presidente] Fernando Henrique os Correios têm passado por um processo de sucateamento para convencer a sociedade a privatizar os Correios. Esse movimento quer levar a público, à sociedade de Imperatriz, o que está acontecendo, da falta de estrutura dos Correios, a falta de profissionais dos Correios”.
Para ele, os Correios, que hoje também atuam como banco, na modalidade Banco Postal, realizaram a implantação deste novo serviço sem o planejamento adequado. “Tem locais que tem banco postal com apenas um funcionário trabalhando. Esse cara é carteiro, é gerente, é zelador. Além disso, esse trabalhador, que trabalha sozinho, não tem segurança. Não tem porta giratória, um segurança armado, entre outras coisas. E os Correios são bancos. Então, por que não planejaram os Correios como banco?”, questionou Cruz.
Em Imperatriz, os Correios possuem apenas duas agências, uma no Centro e outra nas Quatro Bocas. Além disso, a cidade dispõe de apenas 35 carteiros. Outras cidades do Maranhão também vão realizar o movimento em datas futuras.
Concurso
No ano passado, a estatal chegou a anunciar concurso para o preenchimento de 15 mil vagas. Após vários adiamentos, o órgão acabou cancelando a realização do certame, fazendo a devolução da taxa de inscrição aos candidatos. A previsão é de que este ano seja divulgado um novo edital para o preenchimento das vagas.
FONTE: ( O Progresso - MA ) 27/02/2011